MP e Ufac projetam estudo de bacias hidrográficas que abastecem Rio Branco

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Núcleo de Apoio Técnico Especializado (NAT), realizou na última sexta-feira (29) uma reunião com representantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) para discutir a criação de um projeto piloto voltado à análise das bacias hidrográficas responsáveis pelo abastecimento de água em Rio Branco.

A iniciativa faz parte de uma articulação que já envolve o MPAC, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e a Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), com o objetivo de buscar soluções para os frequentes alagamentos registrados na região da loja Havan, no bairro Calafate.

Durante as discussões, os participantes concluíram que a problemática exige um estudo mais amplo das bacias hidrográficas que influenciam a área afetada e o sistema de abastecimento hídrico da capital.

Segundo a coordenadora da Assessoria Técnico-Científica do NAT, Luana Matsuo, os constantes transbordamentos do Igarapé Amaro evidenciam a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre os impactos ambientais e urbanos relacionados às bacias hidrográficas da região.

“O objetivo do projeto piloto é desenvolver uma metodologia que possa ser aplicada também em outros municípios vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas”, destacou.

O professor doutor Tarcísio Fernandes, representante da Ufac, ressaltou que as simulações hidrológicas serão fundamentais para subsidiar estratégias de prevenção e mitigação dos impactos causados pelas inundações.

De acordo com ele, a modelagem hidrológica e as simulações computacionais permitem identificar com maior precisão as áreas sujeitas a alagamentos, além de auxiliar no planejamento de obras estruturais e na recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

“As simulações hidrológicas são essenciais para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis de enfrentamento às inundações. Com essas ferramentas, é possível delimitar manchas de inundação provocadas por eventos extremos, mapear áreas urbanas críticas e identificar APPs que necessitam de recuperação”, afirmou.

A expectativa é que o projeto contribua para o fortalecimento do planejamento urbano e ambiental de Rio Branco, oferecendo informações técnicas capazes de orientar políticas públicas voltadas à adaptação às mudanças climáticas e à prevenção de desastres naturais.

Da redação ac24horas

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