Leniel Borel (foto em destaque), pai de Henry Borel, de 4 anos, exigiu justiça pelo filho, morto em março de 2021, e espera que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, suspeitos do assassinato da criança, sejam condenados.
“Espero que ambos sejam condenados pelo que fizeram naquele apartamento. Se não falarem, como não vão falar, a régua está estabelecida. A condenação deles vai acontecer e será o início de uma nova realidade para outros agressores de crianças no nosso país”, ressaltou Leniel.
A Justiça do Rio retomou o julgamento do crime nesta segunda-feira (25/5).
“Eu nunca imaginei estar nesta posição, mas também nunca imaginei perder meu filho de uma forma tão trágica. Espero que a gente não veja mais uma manobra, assim como vimos nesses últimos dois meses. Espero que a Justiça realmente seja em prol da vítima”, declarou Leniel à imprensa, na frente do 2º Tribunal do Júri, no Rio de Jsneiro.
Ao reivindicar Justiça, Leniel enfatiza que espera que não haja “mais manobras” por parte da defesa dos acusados. O pai de Henry se refere ao adiamento do julgamento em 23 de março, após a defesa de Jairinho abandonar a sessão para forçar o adiamento do julgamento.

Leniel ainda comentou que a Lei Henry Borel tem ajudado milhares de crianças que são vítimas de maus-tratos ou negligenciadas pelos pais. Ele espera que os suspeitos, mãe e padrasto da criança, paguem pelos crimes e sejam condenados.
“Espero que hoje a gente veja realmente a história, a justiça sendo feita pelo meu Henry e por essas milhares, se não milhões, de crianças que são vítimas o dia inteiro, o ano inteiro. Eu vi mais de seis mil crianças, medidas protetivas com a lei Henry Borel que leva o nome do meu filho”, disse Leniel.
A Lei Henry Borel foi criada após a morte da criança e consiste na adoção de mecanismos rigorosos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes
Jairinho responde por homicídio qualificado e Monique, por homicídio qualificado e omissão. A sessão é aberta com a presença mínima de 15 jurados para ouvir as testemunhas.
Relembre o caso
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.
No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.




