Lula defende mudança no comportamento masculino

Presidente Lula defende reforma nos hábitos masculinos durante evento oficial/Foto: Reprodução

Em um discurso voltado para a mudança de costumes e a valorização da inteligência sobre a força física, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma revisão profunda no comportamento dos homens brasileiros. Citando situações cotidianas da vida doméstica, o presidente enfatizou que os tempos de dependência total das mulheres para tarefas simples chegaram ao fim.

O Fim do Patriarcado Doméstico

Lula criticou a postura do homem que se acomoda no ambiente familiar esperando ser servido para todas as necessidades básicas. O presidente utilizou exemplos diretos para ilustrar sua fala, citando o hábito de “sentar no sofá e ficar gritando” por cerveja, água ou café.

“Nós ainda estamos naquele tempo que o cidadão chega em casa, bota um cuecão, senta no sofá e fica gritando: me dá uma cerveja! Me dá um copo d’água! Me dá um café!”, descreveu o presidente. Ele reforçou que a autonomia masculina deve se estender aos cuidados pessoais, como buscar a própria toalha ou sabonete ao tomar banho. “Isso acabou, gente! Acabou! Pega sua cueca! Pega seu sabonete!”, completou.

Desaprendendo Tradições Milenares

O discurso também tocou em questões estruturais da educação masculina. Segundo o presidente, é necessário que os homens desaprendam a “educação milenar” herdada dos pais, que prega uma suposta superioridade masculina sobre a feminina, algo que ele classificou como “bobagem”.

Para Lula, a sociedade atual exige um novo perfil de masculinidade. “Hoje, a força não está no porte físico, mas na força da inteligência, a força do poder, da capacidade, a força da narrativa e a força do comportamento”, declarou o presidente, sinalizando que a igualdade de gêneros passa pela mudança de atitude diária.

Danças e Diálogo

O presidente também mencionou de forma descontraída sua relação com a primeira-dama, Janja, elogiando sua capacidade de dançar e reforçando a necessidade de os homens mudarem o comportamento para acompanhar as transformações sociais atuais.

Fhagner Soares, ContilNet

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