IBGE aponta Acre entre os estados mais pobres do Brasil mesmo com avanço da renda nacional

Foto: Ilustrativa/Reprodução

Dados divulgados pela Agência Brasil, com base na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o rendimento médio mensal das famílias brasileiras alcançou R$ 2.264 por pessoa em 2025, o maior valor registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) desde o início da série histórica, em 2012. Apesar do avanço nacional, o Acre aparece entre os estados com menor renda domiciliar per capita do país, com média de R$ 1.372.

O levantamento aponta crescimento real de 6,9% em relação a 2024, já descontada a inflação. Este é o quarto ano seguido de alta no rendimento das famílias brasileiras. Antes da pandemia, em 2019, a renda média era de R$ 1.904. O indicador caiu para R$ 1.820 em 2020 e atingiu R$ 1.692 em 2021. A recuperação começou em 2022, com R$ 1.809, subiu para R$ 2.018 em 2023 e chegou a R$ 2.118 em 2024, até alcançar o recorde deste ano.

Entre os estados, o Distrito Federal lidera o ranking nacional, com rendimento médio de R$ 4.401 por pessoa. São Paulo aparece em seguida, com R$ 2.862, acompanhado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Na parte inferior da lista estão Ceará, com R$ 1.379, Acre, com R$ 1.372, e Maranhão, com R$ 1.231.

Os dados regionais também mostram desigualdade entre as regiões brasileiras. O Sul registrou o maior rendimento médio, com R$ 2.734, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 2.712, e Sudeste, com R$ 2.669. O Norte teve média de R$ 1.558, acima apenas do Nordeste, que ficou em R$ 1.470.

Segundo o IBGE, o mercado de trabalho teve peso importante no crescimento da renda. O analista da pesquisa, Gustavo Gêaquinto Fontes, afirmou que “o valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho”. O instituto também destacou que o país registrou baixos índices de desemprego em 2025 e reajustes anuais do salário mínimo, fatores que contribuíram para o aumento do rendimento das famílias.

A pesquisa considera diferentes fontes de renda no cálculo da média mensal, como salários, aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, programas sociais, bolsas de estudo, aluguéis e aplicações financeiras. De acordo com o levantamento, 75,1% do rendimento médio mensal dos brasileiros têm origem no trabalho, enquanto 24,9% vêm de outras fontes.

O IBGE também informou que 143 milhões de brasileiros tiveram algum tipo de rendimento em 2025, o equivalente a 67,2% da população. O percentual representa novo recorde da série histórica. Entre os que recebem renda fora do trabalho, aposentadorias e pensões aparecem como a principal fonte, alcançando 13,8% da população.

Rebeca Martins

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