A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus em pacientes de Ponta Grossa e Pérola d’Oeste, nesta sexta-feira (8). Outros casos seguem em investigação no estado, enquanto autoridades de saúde mantêm monitoramento contínuo da situação.
Nesta sexta-feira (8), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná confirmou dois casos de hantavírus. As infecções foram identificadas em pacientes de Pérola d’Oeste, no sudoeste do estado, e de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além das confirmações, outros 11 casos seguem sob investigação, enquanto 21 já foram descartados.
O primeiro registro ocorreu em fevereiro, em Ponta Grossa, envolvendo uma mulher de 28 anos. Já em abril, um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, também foi diagnosticado com o vírus. Segundo a Sesa, os casos confirmados são da cepa silvestre, transmitida por animais silvestres.
Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná — variante que pode ser transmitida de pessoa para pessoa e já foi identificada em outros países. Ao portal g1, o órgão afirmou que a situação está sob controle e que a rede pública de saúde mantém monitoramento contínuo dos casos suspeitos. Antes disso, o Paraná havia registrado apenas um caso da doença em 2025, em Cruz Machado, no sul do estado. Desde então, não houve novos diagnósticos.
A preocupação com o hantavírus aumentou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatar mortes associadas à doença em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Ao menos três óbitos foram confirmados. Apesar disso, autoridades paranaenses reforçaram que não há qualquer relação entre esses casos e os registrados no estado.
O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A infecção ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. A doença não é nova e tem apresentado aumento de casos, especialmente na Argentina, nos últimos meses.
De acordo com o Ministério da Saúde argentino, foram confirmadas 101 infecções por hantavírus desde junho de 2025 — quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. No caso de Pérola d’Oeste, o município fica próximo à fronteira com a Argentina. Já em Ponta Grossa, a infecção ocorreu em outra cidade, e a situação segue sendo monitorada e investigada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Quais são os sintomas
Segundo a OMS, os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma gripe forte, como febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar e sintomas gastrointestinais. Em quadros mais graves, podem surgir falta de ar, tosse seca, queda de pressão e insuficiência respiratória, mas nem todos os pacientes apresentam tais sintomas.
De acordo com a Sesa, não há um medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte médico e acompanhamento hospitalar.
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques
Izabella Arouca




