Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, denunciada por agredir e torturar uma doméstica grávida em Paço do Lumiar, no Maranhão, foi presa nesta quinta-feira (7), no Piauí. Um vídeo do momento foi divulgado e a defesa se pronunciou.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, denunciada por agredir e torturar uma doméstica grávida em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí. A informação foi confirmada pela defesa da empresária, e o g1 divulgou um vídeo do momento.
Veja:
Patroa denunciada por agredir doméstica grávida é presa no Piauí pic.twitter.com/6ZOpZdXBXE
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🚨ASSISTA: Vídeo mostra momento em que empresária investigada por tortura contra doméstica grávida é presa em Teresina (PI). pic.twitter.com/BkXrFwhNvS
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Em um vídeo no Instagram, a advogada Nathaly Moraes, que representa Carolina, afirmou que o mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça do Maranhão e que a investigada vai responder pelo caso. A declaração foi dada após a profissional negar que sua cliente estivesse foragida.
“Ela vai responder nos termos e vai cumprir as medidas judiciais que lhe foram impostas, e a defesa segue atuando. Ela foi presa em Teresina e o mandado de prisão está sendo cumprido neste momento”, explicou a advogada.
Patroa que agrediu empregada doméstica grávida é presa em Teresinahttps://t.co/CJY0bRRuZw
(Imagens: Reprodução/Redes Sociais/Nathaly Moraes) pic.twitter.com/dgd5i8ifuH— Imirante (@imirante) May 7, 2026
Ainda segundo a defesa, Carolina estava no Piauí porque tem um filho de 6 anos e não tinha familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. Por esta razão, teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança. A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), porém, argumentou que a empresária foi detida quando tentava fugir.
Nathaly também destacou que sua cliente não tem interesse em se omitir e que vai cumprir as determinações judiciais, além de responder pelo que for comprovado dentro do devido processo legal, nas esferas cível e criminal.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, também se pronunciou. “Já está presa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agressões contra uma jovem doméstica grávida, em Paço do Lumiar”, comunicou. Ele acrescentou que a investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e tomar as medidas cabíveis. Além disso, a vítima das agressões está recebendo a assistência necessária.
Ainda hoje, a Justiça do Maranhão havia decretado a prisão preventiva de Carolina, após pedido da Polícia Civil. Na quarta (6), equipes da polícia foram à casa da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária que, conforme as autoridades, foi chamada às pressas para assumir o serviço.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar um boletim de ocorrência. Ela relatou que foi agredida depois de ser acusada de roubar um anel da ex-patroa. Após horas de procura, o item foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas.
Ao “Cidade Alerta” desta quarta (6), Samara, de 19 anos, relatou a sessão de tortura pela qual passou. A doméstica contou que também foi agredida por um amigo de Carolina, que estava no local pela manhã. “Ele me obrigou a tirar tudo do guarda-roupa que ficava no quartinho. Joguei tudo no chão, mostrei que [o anel] não estava ali. Ele falou que era para eu dizer onde tinha escondido”, recordou.
“Nisso, eu fui arrastada pra dentro da casa novamente e fui obrigada a procurar por todos os cômodos. Procurei pela cozinha, pela sala e depois eu fui levada para o quarto da Carolina, onde sofri socos, murros, empurrões. Eles ficavam me ameaçando, falando que era pra eu dizer logo onde estava o anel”, continuou a jovem.
De acordo com o relato, as ameaças de morte vieram logo em seguida. “No quarto já, ele falou que eu não ia sair com vida se o anel não aparecesse. Eu continuei procurando e achei o anel no cesto de roupa suja. [Depois que eu achei] eu continuei sendo agredida. Ela [Carolina] disse que eu tinha escondido o anel para roubar depois”, descreveu a jovem.
Samara também expôs a preocupação que tinha por estar grávida de cinco meses: “Eu não ia sair dali viva. Não tinha essa opção pelo jeito que ele [amigo da patroa] falava, que ele agia, do jeito que ela falava com raiva. Meu medo era não sair dali viva. Foi aí que eu pedi socorro à minha amiga”.
Elas, então, chamaram a polícia. “Eles chegaram uma hora depois do acontecido, agiram normal, perguntaram onde era a casa. Eu fui conduzida até lá, fiquei dentro da viatura, eles [os agentes] chamaram ela [Carolina], conversaram por cinco minutos e foi só isso. Me levaram pra delegacia da mulher e foram embora”, pontuou. Por fim, Samara pediu por justiça. “Espero que ela pague pelo que fez”, desejou.
Assista à íntegra:
Em depoimento prestado nesta quarta-feira (6), Samara descreveu o amigo da ex-patroa como um homem “alto”, “forte” e “moreno”. Além disso, informou que recebeu R$ 750 por pouco mais de duas semanas de trabalho na casa da empresária. Segundo a doméstica, ela acumulava funções e trabalhava quase 10 horas por dia.
Entre as atividades que deveriam ser feitas por Samara, estavam limpar a casa, cozinhar, lavar e passar roupas, além de cuidar de uma criança de seis anos, filho de Carolina. O pagamento foi feito de forma fracionada, por meio de transferências em nome de terceiros. A jovem disse que começou a trabalhar sem combinar o salário. A jornada era de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo.
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Thamyris Couto




