PT aposta em palanque duplo para eleições no Maranhão

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1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do governador do Maranhão, Carlos Brandão - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende apostar em um palanque duplo para as eleições ao governo do Maranhão. Com a estratégia, a legenda evita indisposições no estado e aumenta as chances de ter um candidato aliado à frente do Palácio dos Leões.

A medida, que além de abraçar uma candidatura própria da legenda, busca evitar indisposição com o governador Carlos Brandão (sem partidão) que é historicamente alinhado ao petismo.

Conforme apurou o Metrópoles, a estratégia que deve ser adotada pela legenda a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do estado, que não deve fazer visita ao Maranhão durante a campanha eleitoral e nem acenos diretos a um candidato específico.

A estratégia também vai deixar os candidatos ligados à legenda “livres” para fechar acordos políticos com a ala de Brandão, especialmente os pré-candidatos que já se organizaram.

O PT oficializou nesta quarta-feira (6/5) o nome de Felipe Camarão (PT) como pré-candidato ao governo do Maranhão pela legenda. O anúncio, que fecha o tabuleiro político no estado, também coloca a fim à especulação sobre um possível apoio do PT a Eduardo Braide (PSD) ao Palácio dos Leões.

Braide aparece como favorito ao governo no estado em recentes pesquisas de opinião. Levantamento feito pela Quaest no mês de março, mostra o candidato do PSD com 35% das intenções de voto; seguido por Orleans Brandão (MDB). Na sondagem, Felipe Camarão aparece na quarta posições com 7% das intenções de voto dos entrevistados.

Racha na esquerda no Maranhão

Os últimos meses foram marcados por articulações do PT no Maranhão após um racha entre o atual governador do estado, Carlos Brandão (sem partido), e o grupo de políticos aliados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, os dinistas.

Apesar da relação de proximidade de Brandão com o PT, o governador lançou seu próprio sobrinho à sucessão no estado, Orleans Brandão (MDB), em um movimento que, de acordo com políticos locais, rompeu com acordos políticos firmados entre Brandão, o PT e dinistas, grupo político ligado a Flávio Dino.

O racha que dividiu a ala progressista maranhense colocou em xeque o apoio ao presidente Lula no estado para as eleições de outubro. Neste sentido, o receio de perder um eleitorado que pesa para a corrida presidencial forçou o PT a jogar com a possibilidade de um palanque duplo.

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