marido de Alzenir Pereira chora durante velório no bairro Cidade Nova

O corpo de Alzenir Pereira da Silva, a dona Zena, funcionária do Instituto São José morta no ataque a tiros ocorrido na tarde de terça-feira (5), foi velado na manhã desta quarta-feira (6) na residência da família, no bairro Cidade Nova, segundo distrito de Rio Branco. Em meio à dor, o marido, Roberto Silva, concedeu depoimento emocionante ao ac24horas.

Casado com Alzenir há 33 anos, Roberto não conteve a emoção ao falar da esposa. “A minha esposa é insubstituível. Nunca mais eu vou ter uma pessoa como ela”, disse. Ele também descreveu o peso da ausência. “Ela era minha base, era meu tudo, era manutenção de tudo que eu fazia. Era uma boa mãe, uma boa avó, uma ótima esposa. Nenhuma pessoa vai substituir ela, nem chega nem nos pés dela. Tá para nascer uma pessoa igual ela”, afirmou, visivelmente abalado.

Roberto também revelou que Alzenir havia comentado, semanas antes do crime, sobre uma ameaça que circulava na escola, mas que o episódio não teve seguimento. “Ela comentou. Faz tempo, passou e deu como esquecimento, que dava para ter tomado providências a escola”, disse. Segundo ele, a instituição teria tido conhecimento de ameaças tempos antes do ataque.

Alzenir tinha 52 anos, dois filhos e seis netos. Uma das filhas, Taciane, está grávida de nove meses e deve dar à luz nos próximos dias. O bebê não terá a oportunidade de conhecer a avó.

Dona Zena trabalhava há 19 anos no Instituto São José e foi morta por um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição, que utilizou uma pistola calibre .380 retirada sem autorização da residência do padrasto. O translado estava previsto para ocorrer entre 15h30 e 16h, com sepultamento no cemitério São João Batista.​​​​​​​​​​​​​​​​

Rebeca Martins

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