Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (11) na Câmara Municipal de Rio Branco para discutir o novo Plano Diretor da capital acreana, o vereador Zé Lopes (Republicanos) destacou a importância do debate e demonstrou preocupação com possíveis impactos ambientais e urbanos previstos na proposta apresentada pela prefeitura.
Segundo o parlamentar, o tema vem sendo acompanhado por órgãos de fiscalização e controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e o Ministério Público do Estado do Acre.
“É extremamente importante esse debate, porque eu fui recentemente a duas reuniões no Tribunal de Contas do Estado, com participação do Ministério Público, e o que nós vimos é uma preocupação muito grande dessas autoridades com a redução das áreas de escape da cidade, com a redução do meio-fio e, de certa forma, uma preocupação da prefeitura atual em aumentar o número de carros nas ruas e reduzir o número de vagas de estacionamento para algumas atividades”, afirmou.
O vereador alertou ainda para possíveis consequências ambientais decorrentes das mudanças previstas no novo Plano Diretor, principalmente relacionadas às chamadas zonas de amortecimento entre áreas urbanas e rurais.
“Nós temos hoje o atual Plano Diretor, que está terminando, e ele prevê zonas de amortecimento, principalmente entre a zona urbana e a zona rural. A forma como o novo Plano Diretor foi apresentado pela Prefeitura de Rio Branco prevê a redução de seis zonas de amortecimento para apenas três”, explicou.
Na avaliação do parlamentar, a diminuição dessas áreas pode agravar problemas históricos enfrentados pela capital acreana.
“Isso vai ocasionar mais alagações, mais enxurradas, mais calor dentro da cidade. E a gente vai continuar, a cada ano que passa, desperdiçando os poucos recursos da prefeitura para lidar com alagações e enxurradas, enquanto esse dinheiro poderia estar sendo investido em melhorar a vida das pessoas”, declarou Zé Lopes.
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Da redação ac24horas



