O Acre foi incluído entre os estados beneficiados pelo novo Programa de Aquisição de Alimentos em Unidades de Conservação (PAA UC), lançado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O estado receberá R$ 2,1 milhões para fortalecer a segurança alimentar e ampliar a compra de alimentos produzidos por famílias agricultoras que vivem em unidades de conservação federais.
O investimento integra um pacote nacional de R$ 13,1 milhões, distribuído entre cinco estados brasileiros. Na região Norte, serão destinados R$ 7,6 milhões, divididos entre Acre, Amazonas e Pará. O Acre aparece como um dos principais beneficiados da Amazônia Legal, ao lado do Amazonas, que receberá R$ 2 milhões, e do Pará, contemplado com R$ 3,5 milhões.
Segundo o governo federal, o programa atenderá 42 unidades de conservação federais localizadas em 53 municípios das regiões Norte e Nordeste, alcançando cerca de 2.020 famílias agricultoras aptas a fornecer alimentos. No Acre, a expectativa é de fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável, impulsionando a renda das comunidades tradicionais e garantindo o abastecimento de instituições públicas e famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.
A proposta prevê a compra direta de alimentos produzidos por agricultores familiares, extrativistas e demais povos tradicionais, respeitando hábitos alimentares locais e incentivando a produção sustentável dentro dos territórios protegidos. Cada produtor participante poderá comercializar até R$ 15 mil por ano, por meio da modalidade Compra e Doação Simultânea, garantindo escoamento da produção e geração de renda.
Para o governo federal, o programa representa um avanço na inclusão produtiva e no combate à fome, ao mesmo tempo em que reconhece o papel estratégico das populações tradicionais na conservação ambiental e na proteção da sociobiodiversidade amazônica.
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Lucas Vitor



