O Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou, nesta terça-feira (14/4), um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, alvo de denúncias de assédio sexual em caso revelado pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular.
A decisão foi unânime. A deliberação pelo Pleno se dá após análise das conclusões da comissão de sindicância instaurada no dia 10 de fevereiro. O STJ decidiu manter o afastamento do ministro até a conclusão do PAD.
Marco Buzzi é investigado no STJ, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após ser acusado por uma jovem, de 18 anos, de importunação sexual.


MP pediu suspensão de salário de ministro do STJ acusado de assédio
Luiz Silveira/Agência CNJ

Ministro do STJ Marco Buzzi
Sérgio Amaral/STJ

Buzzi foi acusado de importunação sexual
STJ/Divulgação

Ministro do STJ Marco Buzzi
Sérgio Amaral/STJ

STJ, STF e CNJ investigam conduta do magistrado
Divulgação/ STJ

Ministro do STJ Marco Buzzi
STJ/Divulgação
Outra denúncia de mesmo teor, apresentada por uma ex-servidora do gabinete de Buzzi, também está sendo apurada. As duas mulheres foram ouvidas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, e tiveram as ocorrências registradas oficialmente.
Após sorteio, foram escolhidos para compor a comissão responsável pela instrução do PAD os ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, sob a presidência do primeiro, e como suplentes os ministros Humberto Martins e João Otávio de Noronha.
Importunação na praia
O ministro do STJ foi acusado de tentar agarrar a jovem em uma praia de Balneário Camboriú (SC), em 9 de janeiro. Ele nega. O caso é investigado como importunação sexual. Em caso de condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Ela e a família passavam uns dias na casa de praia do ministro.
A jovem relatou que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro e foi agarrada, e tentou se desvencilhar ao menos três vezes, mas Buzzi insistiu em forçar o contato. Quando conseguiu se soltar, pediu ajuda aos pais.



