A ex-ministra e ex-senadora Simone Tebet endureceu o discurso e cobrou uma retratação pública após as declarações do conselheiro ligado ao governo de Donald Trump sobre mulheres brasileiras. Em manifestação contundente, a parlamentar afirmou que a fala ultrapassa qualquer limite aceitável e exige resposta imediata.
A reação veio após o italiano Paolo Zampolli afirmar, em entrevista à TV italiana, que brasileiras seriam uma “raça maldita programada para confusão”, além de reforçar estereótipos ao comentar sua relação com a ex-esposa.
Sem poupar palavras, Tebet demonstrou indignação. “Esse senhor tem que vir a público e fazer um pedido público de desculpas ao Brasil e às mulheres brasileiras. Não dá para aceitar esse tipo de fala, ainda mais partindo de alguém que ocupa um cargo de relevância internacional.”
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A senadora destacou que, mesmo sendo um dia de descanso, não poderia se calar diante do episódio:
“Eu sei que hoje é sábado, é dia de lazer, mas não tem como passar o fim de semana sem me manifestar. A minha indignação é profunda. É uma fala mais do que preconceituosa — é criminosa.”
Tebet também ressaltou que o ataque não se limita às mulheres, mas atinge toda a imagem do país:
“Quando ele usa esse tipo de expressão, ele não ofende apenas as mulheres brasileiras. Ele ofende o povo brasileiro, que reconhece a força, a dignidade e a luta diária das mulheres deste país.”
Por fim, a parlamentar disse que sua posição ecoa um movimento mais amplo. “Hoje eu somo a minha voz à de centenas, milhares de mulheres que estão nas redes sociais manifestando revolta. Não vamos normalizar esse tipo de agressão.”
Redação ContilNet




