Polícia Civil apura se ordem de execução no Belo Jardim partiu de dentro de presídio

A ordem para executar o faccionado Tarsis Hárife Soares de Barros (20), morto com diversos tiros na noite de quinta-feira (30), no Ramal do Brás, bairro Belo Jardim, pode ter partido de dentro do Complexo Penitenciário de Rio Branco. Essa é uma das hipóteses levantadas por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A suspeita não é considerada novidade, já que grande parte dos crimes, como assaltos, sequestros e homicídios costuma ser articulada de dentro de unidades prisionais.

Na noite de quinta-feira (30), um grupo armado invadiu uma residência na Rua Florindo Poersch, na Cidade do Povo, onde rendeu uma mulher e sua filha menor. Parte da quadrilha saiu em seguida para sequestrar o jovem Tarsis Hárife Soares de Barros, que foi levado ao Ramal do Brás, no bairro Belo Jardim, onde acabou executado com vários disparos, dois deles na cabeça.

Policiais da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência e, durante o deslocamento, receberam a informação de que o grupo estava em posse da vítima. Já no Ramal do Brás, os militares se depararam com o automóvel roubado, ocupado por quatro homens e uma mulher. Segundo a polícia, os suspeitos confessaram ter acabado de executar o jovem.

No local indicado, os agentes confirmaram a informação e encontraram o corpo de Tarsis Hárife crivado de balas. Foram presos Adaildo da Silva Gomes, Jairo Gabriel Pereira de Oliveira, João Victor de Souza Lima, Kenne Virgínio do Nascimento e Ana Cláudia Moura da Silva.

Encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), os suspeitos foram autuados por sequestro com cárcere privado seguido de morte, roubo qualificado, porte ilegal de arma de fogo e participação em organização criminosa.

O delegado responsável pelo caso já ouviu testemunhas, incluindo a proprietária do veículo roubado e sua filha, e também representou pela prisão de outros dois integrantes da quadrilha, já identificados, mas que conseguiram fugir. De acordo com as investigações, eles permaneceram na residência onde o carro foi roubado para impedir qualquer contato das vítimas com a polícia. Ambos também deverão ser indiciados pelos crimes.

O Código Penal prevê que todos aqueles que contribuem para a prática criminosa respondem pelas mesmas penas.

Lucas Vitor

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