O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), endureceu o discurso nesta quarta-feira (6/5) ao comentar a relação com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A derrota do nome do advogado-geral da União abriu uma das mais sensíveis crises políticas entre Planalto e Congresso na trajetória de Lula.
Ao ser questionado sobre o que espera do Palácio do Planalto após o resultado da votação, Alcolumbre respondeu de forma direta.
“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”, declarou.

Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
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Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
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Derrota de Messias
As declarações ocorrem em meio às tentativas do governo de reaproximar-se do comando do Senado após a derrota de Messias, barrado em uma articulação que expôs o desgaste entre o Planalto e Alcolumbre.
A rejeição de Messias foi interpretada dentro do governo como uma demonstração de força do presidente do Senado, que teria atuado nos bastidores para consolidar a derrota do indicado.
Aliados de Lula apontam que Alcolumbre não apenas deixou de apoiar o nome do governo, como também trabalhou ativamente contra a aprovação junto a bancadas do MDB, PSD, União Brasil e PP.
O desgaste vinha se acumulando desde a escolha de Messias para a vaga no STF, decisão tomada por Lula sem consulta prévia a Alcolumbre. O senador defendia, de forma reservada, o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que teria ampliado a tensão entre os dois.




