A defesa do republicano tentou barrar o repasse da quantia alegando “danos irreparáveis”, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou analisar o recurso
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A Justiça Federal de Manhattan impôs uma nova derrota judicial ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quarta-feira (8/7), as autoridades norte-americanas autorizaram a liberação de uma indenização de US$ 5,8 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) à escritora e ex-colunista da revista Elle, E. Jean Carroll. O valor é resultado de uma condenação imposta em 2023, na esfera cível, por abuso sexual e difamação.
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Trump em reunião bilateral com o Presidente da República da TurquiaReprodução: YouTube/@WhiteHouse

Donald TrumpReprodução: YouTube/@WhiteHouse

Donald TrumpReprodução: CNN
O valor original da condenação era de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões), mas foi corrigido com a incidência de juros. O dinheiro estava retido em uma conta judicial enquanto a equipe jurídica de Trump tentava reverter a sentença. A estratégia de adiar o repasse caiu por terra no fim de junho, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a analisar o recurso.
Ainda na noite de terça-feira (7/7), os advogados de defesa fizeram uma última tentativa para impedir o pagamento. Em documento enviado à Justiça, argumentaram que Trump sofreria um “dano irreparável” caso a escritora cumprisse a promessa de doar a quantia, já que o dinheiro seria pulverizado e se tornaria impossível de ser recuperado em uma eventual e improvável reviravolta.
A defesa também recorreu à tese de perseguição, afirmando que a liberação imediata da verba poderia “abalar a confiança pública” no sistema judiciário. “Carroll esperou mais de 20 anos para acusar falsamente Donald Trump, a quem ela se opõe politicamente, até depois que ele se tornou o 45º presidente, quando ela poderia maximizar o prejuízo político a ele e lucrar para si mesma”, alegou a defesa.
Entenda a origem do escândalo:
O embate entre Trump e Carroll se arrasta nos tribunais desde 2019, ano em que a escritora lançou um livro de memórias. Na obra, ela afirmou ter sido estuprada pelo magnata em um provador da luxuosa loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Nova York, em meados de 1996.
Trump sempre negou veementemente as acusações e chamou Carroll de mentirosa em diversas ocasiões, tanto durante seu primeiro mandato presidencial quanto após deixar a Casa Branca, em 2022. Foram justamente essas declarações desqualificando a denúncia que motivaram a condenação adicional por difamação.
Henrique Carlos



