A Justiça do Rio concedeu medida protetiva a Alanis Guillen após relatos contra a ex-namorada Giovanna Reis. O caso envolve tentativas de contato e episódios descritos pela defesa, com decisão baseada na Lei Maria da Penha e restrições impostas à produtora.
A Justiça do Rio concedeu a medida protetiva a Alanis Guillen após a atriz relatar uma série de episódios envolvendo a ex-namorada, Giovanna Reis. Segundo o jornalista Gabriel Vaquer, em publicação nesta segunda-feira (4), a defesa apontou que Alanis teria sido alvo de cerca de 50 tentativas de contato consideradas “inoportunas” ao longo de 40 dias. Giovanna teria tentado contato por mensagens, ligações e até abordagens presenciais.
Entre os episódios descritos, um deles foi apontado como decisivo para a ação: a tentativa de entrada na casa de Alanis sem autorização. Segundo o colunista do Outro Canal, do F5, não tinha mais nenhum pertence da produtora no imóvel da atriz, o que reforçaria a falta de justificativa para a abordagem. Giovanna disse ao jornalista que não pode comentar o caso por determinação judicial.
A produtora também teria mencionado a possibilidade de divulgar conversas privadas de Alanis, incluindo conteúdos relacionados aos bastidores de “Três Graças”. De acordo com o colunista, Giovanna ainda teria citado a possibilidade de ir até a TV Globo para tentar contato com a ex.
Após a repercussão, a Justiça do RJ entendeu que os relatos se enquadram em “situações de violência psicológica, perseguição e constrangimento indevido”, especialmente pelas tentativas insistentes de contato sem consentimento. A decisão foi baseada na Lei Maria da Penha.
Com a medida, Giovanna está proibida de manter qualquer tipo de contato com Alanis. A decisão também determina que ela mantenha uma distância mínima de 300 metros da atriz e não faça comentários públicos sobre ela, seja na imprensa ou nas redes sociais.
Fim do relacionamento
Uma série de prints atribuídos à conta de Giovanna no X circularam nas redes sociais no mês de março, mostrando conteúdos preconceituosos. Os posts reúnem falas com teor racista, homofóbico, transfóbico e gordofóbico. Após a repercussão, a assessoria de Alanis Guillen afirmou ao colunista Lucas Pasin, do Metróples, que o relacionamento com a produtora chegou ao fim.
“Porque negro é legal só às vezes, aprendam”, diz um deles. “Mal sabia que quando se mata negro tem uma maldição que vira gorda pra sempre”, aponta outro. “Odeio o Charles, negro, gay”, declara mais um. Em outra publicação, consta um ataque a Ariadna, primeira participante trans a participar do BBB: “Pelo menos a Ariadna vai sair da casa com alguma coisa. Travesti mongoloide”.


Depois da repercussão, Guillen se manifestou. Ela, porém, não citou o rompimento. “Diante das notícias e informações que circularam nos últimos dias, sinto a necessidade de me manifestar e reforçar, de forma clara, o meu posicionamento. Sou completamente contra qualquer forma de discurso de ódio, seja ele racismo, xenofobia, gordofobia, transfobia ou qualquer outra manifestação que viole os valores nos quais acredito”, declarou ela.
Alanis e Giovanna começaram a namorar em 2022, logo após a atriz encerrar sua participação como Juma no remake da novela “Pantanal“. Durante as gravações, a protagonista foi envolvida em rumores de um relacionamento com Jesuíta Barbosa, seu colega de elenco, mas os dois nunca confirmaram o romance.
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Anna Cecília Nunes



