O ativista Germano Marino, chefe da Divisão de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+ da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), se manifestou nesta segunda-feira (4) sobre as recentes polêmicas envolvendo o influenciador Lucas Dourado, que tem se apresentado nas redes sociais como “ex-gay” e protagonizado uma série de episódios controversos.
A declaração foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Germano adota um tom direto e crítico ao comentar o comportamento do influenciador. “Aqui a conversa é de um gay para um ex-gay”, iniciou. Em seguida, ele questiona atitudes atribuídas a Dourado, como abordagens públicas com forte teor religioso e intervenções em pessoas desconhecidas.
Segundo o ativista, determinadas condutas ultrapassam o campo da fé e devem ser tratadas como questão de saúde. “Orar para pneu, para bicicleta, para moto, para suco, para carro, para escavadeira, isso é uma questão de saúde mental, isso não é uma questão de religião”, afirmou. Ele também criticou abordagens consideradas invasivas: “Você não pode parar as pessoas ou interromper o cotidiano delas e falar que elas estão endemoniadas e querer tirar o demônio delas”.
Germano destacou ainda que práticas desse tipo não representam o comportamento comum das religiões. “Isso não é coisa que se faça, religião nenhuma está por aí fazendo esse tipo de caça com as pessoas”, disse. Em outro trecho, ele faz um apelo direto ao influenciador: “Se manque, meu amigo, procura um atendimento, isso é caso de saúde mental”.
A manifestação ocorre em meio à repercussão envolvendo Lucas Dourado, que ganhou notoriedade após fingir a própria morte nas redes sociais e, posteriormente, afirmar ter passado por uma transformação espiritual. Desde então, ele tem publicado conteúdos com forte discurso religioso, incluindo declarações de que teria sido “curado da homossexualidade”, o que gerou críticas de ativistas e debates nas redes.
Mais recentemente, novos vídeos ampliaram a controvérsia ao mostrar o influenciador em situações de confronto verbal e abordagens a outras pessoas com argumentos religiosos, intensificando a reação pública.
Ao final da fala, Germano também se dirigiu ao público que acompanha o caso. “Quem gostou, gostou, quem não gostou, procure ajudá-lo”, concluiu, reforçando o entendimento de que a situação deve ser tratada com atenção e responsabilidade.
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Whidy Melo




