O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira, 10, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria SPA/MAPA nº 213, que aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do milho de 1ª safra no Acre referente ao ano-safra 2026/2027.
O zoneamento tem como objetivo orientar os produtores rurais sobre os períodos mais seguros para o plantio, reduzindo os riscos de perdas causadas por fatores climáticos, como estiagens, excesso de chuvas e variações de temperatura. As recomendações também servem de referência para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.
Segundo o Ministério da Agricultura, o estudo identifica as áreas de menor risco climático para o cultivo do milho e estabelece os melhores períodos de semeadura, classificados em níveis de risco de 20%, 30% e 40%. As análises foram elaboradas com base em séries históricas de dados meteorológicos entre 1992 e 2022, utilizando informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas (ANA), CPTEC/Inpe, além de bancos de dados complementares.
O documento destaca que o milho é o cereal mais cultivado no mundo e apresenta ampla adaptação às diferentes condições climáticas brasileiras. No entanto, fatores como disponibilidade de água, temperatura e altitude influenciam diretamente o desenvolvimento da cultura e a produtividade das lavouras.
No Acre, o ZARC considera aptas ao cultivo as seis classes de capacidade de armazenamento de água no solo (AD1 a AD6). Entretanto, ficam excluídas áreas de preservação permanente, solos rasos, terrenos muito pedregosos, áreas sujeitas a inundações e locais que não atendam à legislação ambiental vigente.
A portaria também reúne centenas de cultivares de milho autorizadas para utilização no estado, divididas em três grupos conforme o ciclo de desenvolvimento das plantas. As informações específicas sobre cada variedade devem ser consultadas junto aos respectivos obtentores ou mantenedores.
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Lucas Vitor




