O Ministério da Saúde afirmou, nesta sexta-feira (8/5), que o surto de hantavírus identificado em passageiros de um navio monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não representa risco direto para o Brasil, até o momento.
O país registrou oito casos de hantavirose apenas no ano de 2026, de acordo com levantamento feito pelo Metrópoles. No Paraná, dois casos ativos foram confirmados e outros 11 seguem em investigação.
De acordo com o governo federal, entretanto, as ocorrências não têm relação com a situação internacional acompanhada pela OMS no navio de cruzeiro MV Hondius.
A pasta informou ainda que os casos investigados no cruzeiro envolvem o genótipo Andes, variante associada a episódios raros de transmissão entre pessoas, registrados na Argentina e no Chile. Esse tipo do vírus não circula em território brasileiro.
“O Brasil não registra circulação do genótipo Andes e não há evidência de transmissão interpessoal no país”, informou o ministério em nota.
Hantavírus
A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados. A principal forma de contágio ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.
No Brasil, a doença costuma se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer pulmões e coração.
A hantavirose é de notificação compulsória no país há mais de 20 anos, o que permite o monitoramento contínuo dos casos e dos genótipos virais em circulação.
Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 mortes, segundo o Ministério da Saúde.




