Edvaldo diz que não existe nenhuma nomeação de Mailza e que vazio na saúde expõe crise

Foto: Sérgio Vale

O líder da oposição, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 7, para se pronunciar sobre os últimos acontecimentos após a janela partidária do último 4 de abril e a posse da nova governadora, Mailza Assis.

Magalhães afirmou que a todo momento surge um informe novo sobre articulações não cumpridas. “A todo minuto surge um informe novo, às vezes que não se confirma, mas que causa o maior reboliço. Contado de verso e prosa pela mensagem oficial do governo, de que teríamos no encerramento e na renúncia do Governador Gladson, a assunção da Governadora Mailza, um governo de continuidade, e parece que há tremores de terra ocorrendo nos bastidores da disputa política entre aqueles que veem uma janela de oportunidade para influir mais ou menos, portanto tem disputa por conta disso. Parecida que foi com estas mudanças do calendário eleitoral, não temos que ficar dando pitaco sobre quem permanece ou quem é substituído no governo. Cabe a governadora fazer suas escolhas, mas cabe analisar o cenário e a realidade posta. E hoje pela manhã, como sempre faço, abri as oito horas da manhã o diário oficial. E o diário oficial de hoje, ele espelha muito bem o momento político que vive o Palácio Rio Branco. Espelha claramente o momento político que vive o Palácio Rio Branco. Aquela primeira página. Não existe nenhuma nomeação”, disse.

O oposicionista frisou que embora esteja cheia de no’ticias e convites feitos, não existe nada no Diário Oficial até o momento. “Mas não se trata disso, porque quando se trata da Secretaria de Saúde, por exemplo, não pode esperar. Se tem uma área que não pode ter vácuo administrativo, é a da saúde. É como se você, no meio de uma guerra, demitisse o general. E aí, aqueles que são acostumados à ordem de comando, não sabem o que fazer. Na saúde, como houve a renúncia do secretário, pedido de afastamento do secretário, a mudança de lado do secretário, devidamente, conforme as suas próprias palavras, autorizado pelo ex-governador”, argumentou.

Edvaldo finalizou ainda afirmando que existe um vazio administrativo na Saúde. “Escolha quem vocês queiram escolher. Toda hora alguém morre. Um avião para voar precisa de autorização de um secretário. Não dá para brincar com a vida das pessoas”, destacou.

Marcos Venicios

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