Em coletiva da seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, falou sobre o futuro na carreira e a aposentadoria. O jogador também interagiu com um jornalista brasileiro e comentou sobre sua relação com a imprensa durante a Copa do Mundo.
Neste domingo (5), Cristiano Ronaldo voltou a comentar sobre sua aposentadoria no futebol. Aos 41 anos, o craque foi direto ao falar sobre quando pretende encerrar a carreira e, durante uma coletiva de imprensa da Seleção de Portugal, ainda aproveitou para alfinetar um jornalista brasileiro.
CR7 interrompeu o protocolo tradicional e pediu que Marcelo Bechler, da TNT Sports, fizesse uma pergunta. Ao justificar a escolha, afirmou que conhecia o profissional e indicou que ele não seria um dos seus admiradores. “A coisa mais difícil é falar com vocês… Ou, pelo menos, com alguns de vocês, sobretudo com os que não gostam de mim. Tu és um deles, eu sei. Tenho boa memória para as caras. Basta ver uma pessoa uma vez e dificilmente me esqueço dela”, disparou.
Assista:
Rapaz!
Cristiano Ronaldo, na coletiva de imprensa, para o Marcelo Bechler: “Desafio aquele ali, aquele ali, a fazer uma pergunta boa, já que não gosta de mim.”
Marcelo Bechler: “Qual a coisa mais difícil numa Copa do Mundo com 41 anos?”
Cristiano Ronaldo: “Falar com vocês,… pic.twitter.com/vn7FuSbuPa
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 5, 2026
Na sequência, o jogador respondeu sobre o desafio de disputar sua última Copa do Mundo: “Acho que o importante é aproveitar ao máximo. Se esta for a última Copa, então será, mas o essencial é viver cada dia. E espero, oxalá, que amanhã não seja o meu último jogo”.
A estrela do Al-Nassr também falou quando pretende parar de jogar como profissional. “Jogando ou não, sempre terei um papel importante na seleção. Terminarei quando eu quiser, não quando vocês quiserem. Vamos ver, não quero virar as atenções para isso”, pontuou.
CR7 acrescentou: “Vou ser sincero: independentemente do que acontecer amanhã, vou sair daqui de consciência completamente tranquila. Não a 100%, mas a mil por cento. Sabem por quê? Porque, na vida e no futebol, dei tudo o que tinha para dar. Dei a minha paixão, a minha entrega e a minha vontade. Jogar todos estes anos nunca foi por necessidade. Graças a Deus, estou muito bem de vida. Continuo a jogar na Seleção e nos clubes porque adoro futebol. É essa paixão que me move”.
Cristiano ainda foi questionado sobre a possibilidade de perder espaço entre os titulares. “Já são 23 anos ouvindo isso. Faz tempo que vocês perceberam que não adianta. É perda de tempo. Não adianta insistir, insistir, insistir… não adianta. É uma pergunta com a qual eu já estou completamente acostumado. Tem gente que gosta mais, tem gente que gosta menos. Faz parte. Eu também tenho as minhas preferências”, avisou.
Mesmo assim, o camisa 7 destacou o desempenho na competição: “Apesar de algumas opiniões diferentes das de vocês, acho que não estou assim tão mal. Já marquei três gols. Houve quem marcasse mais, porque também está a fazer um grande torneio, mas eu também não estou mal, acho eu. Agora vamos ver… Quem sabe amanhã não marco mais um gol”.
Sobre a busca pelo título Mundial, Cristiano declarou: “Na vida, Deus foi muito generoso comigo. Deu-me muito mais do que alguma vez sonhei alcançar, tanto na seleção como a nível pessoal. Por isso, hoje procuro desfrutar de cada momento. Não vou ser mais Cristiano por ganhar um Mundial, nem vou ser menos Cristiano se não o ganhar. Obviamente que estamos todos aqui com a ambição de vencer e, da minha parte, entro em todas as competições para tentar ganhar. Mas sabemos que, no fim, só uma equipa pode conquistar o título”.

Por fim, Cris voltou a comentar a relação com a imprensa e afirmou que as críticas também fazem parte do processo de evolução. “Depois dos 40 anos aprendi uma coisa: espero viver muitos mais, e quero estar preparado para tudo. Muitas vezes, é precisamente das maiores críticas que retiramos as maiores oportunidades de crescer como pessoas. Por isso, até vos agradeço por continuarem a fazê-lo, porque, de certa forma, isso também me faz crescer e evoluir”, concluiu.
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Anna Cecília Nunes




