O ex-governador, ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT) protagonizou um momento de tensão durante uma agenda pública de mobilização política. Ao discursar para a plateia presente, o político interrompeu a própria fala e se exaltou ao avistar um homem no público executando um movimento com as mãos que ele associou, de forma imediata, à simbologia de uma facção criminosa de atuação nacional.
A reação do pedetista ocorreu de forma aberta, utilizando a estrutura de som do evento. Diante do plenário, ele ordenou que as forças de segurança presentes no local efetuassem a detenção imediata do eleitor.
“Meu irmão, você está querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara está fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, exclamou Ciro Gomes diretamente ao microfone, direcionando a atenção das autoridades e do público para o ponto onde o espectador estava posicionado.
Na sequência imediata do pedido de prisão, o eleitor interpelado conseguiu se manifestar para desfazer o mal-entendido. O cidadão explicou aos organizadores e ao próprio político que o posicionamento dos dedos não guardava relação com grupos ilícitos, mas tratava-se de uma manifestação de apoio, representando a letra “C”, inicial do nome de batismo de Ciro.
Após a elucidação do contexto e a confirmação de que o aceno era uma saudação partidária, o ex-ministro recuou na ordem de condução policial e pediu desculpas ao apoiador perante o público presente.
“Desculpa aí, é que eu sou vigilante. Comando Vermelho aqui vai para a cadeia”, justificou Ciro Gomes, emendando a declaração para retomar a linha de raciocínio de seu discurso sobre segurança pública. O episódio não registrou desdobramentos policiais ou a lavratura de boletins de ocorrência.
Fhagner




