Câmara aprova restrições e tornozeleira para condenados por pedofilia

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1 de 1 hugo-motta-preside-a-sessao-na-camara-dos-deputados-que-discute-projeto-de-lei-que-cria-a-politica-nacional-de-minerais-criticos-e-estrategicos-metreopoles-4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12/5) um projeto de lei que prevê que condenações por crimes de pedofilia devem exigir, obrigatoriamente, a aplicação de penas restritivas de direitos.

O projeto altera a Lei de Execução Penal para criar mecanismos obrigatórios de vigilância e restrição de circulação para condenados. Entre as medidas previstas, está o uso permanente de tornozeleira eletrônica. Diferentemente do que se dá em outros casos, a monitoração eletrônica deixaria de depender de decisão do juiz e passaria a ser obrigatória para esse tipo de condenado.

A proposta também cria limitações de circulação. O condenado ficaria proibido de chegar a menos de 200 metros de escolas públicas e privadas, creches e outros espaços frequentados por crianças e adolescentes. O texto também impede a presença em playgrounds, parques infantis e locais com aglomeração de menores de idade.

Tramitação na Câmara

O projeto foi aprovado em votação simbólica, modelo em que não há registro nominal dos votos dos parlamentares. Os deputados ainda precisam analisar um destaque ao texto — sugestões votadas separadamente da versão principal — e, em seguida, a matéria seguirá para o Senado.

As regras estipuladas valeriam para crimes, como estupro de vulnerável, corrupção de menores e crimes ligados à pornografia infantil, incluindo produção, venda e posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

O projeto também inclui qualquer outro crime sexual cuja vítima tenha menos de 18 anos.

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