Após encerrarem a manifestação que bloqueou parcialmente a Ponte Juscelino Kubitschek na tarde desta quinta-feira (9), em Rio Branco, os formandos do concurso da Polícia Penal do Acre seguiram para a sede do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), no bairro Estação Experimental, onde foram recebidos pelo presidente da autarquia, Leandro do Nascimento Rocha.
Entenda: Formandos da Polícia Penal fecham Ponte JK em Rio Branco protestando por nomeação
Em entrevista ao ac24horas, Leandro afirmou que recebeu uma comissão dos candidatos para uma conversa institucional e informou que está articulando uma reunião, nesta sexta-feira (10), com secretários do governo do Estado para discutir a reivindicação dos aprovados.
“A priori, eu chamei uma comissão dos servidores que fizeram o curso de formação e estão aptos a serem chamados para uma conversa institucional. Vou repassar a eles as tratativas que estão sendo feitas e o interesse da governadora em chamá-los”, afirmou.
Segundo o presidente do Iapen, a intenção é ampliar o diálogo entre os candidatos e o governo estadual. “Já estou organizando para amanhã uma reunião mais robusta com alguns secretários da administração do governo. Vamos chamar uma comissão deles para participar também dessa reunião. Estou fazendo esse contato com a Secretaria de Governo para que possamos avançar nessa conversa”, disse.
Leandro reconheceu que o sistema prisional acreano necessita de reforço no efetivo. De acordo com ele, o crescimento da população carcerária e as exigências impostas pelo plano de adequação do sistema penitenciário aumentaram a demanda por policiais penais. “A quantidade da população carcerária cresceu e as demandas aumentaram. O Estado aderiu ao Plano Pena Justa e, para executar todas as ações previstas, é necessário efetivo policial. O Estado está se empenhando para chamar os colegas que já fizeram o concurso, concluíram o curso de formação e aguardam a convocação”, explicou.
O presidente também afirmou que a governadora Mailza Assis tem interesse na nomeação dos candidatos remanescentes.
“A governadora tem demonstrado interesse em nomeá-los. Logo no início do governo, ela determinou a convocação das vagas que estavam abertas e assim foi feito. Ela nos orientou a buscar diálogo com os órgãos de controle, como a Procuradoria-Geral do Estado e o Tribunal de Contas. Além do interesse da governadora, existe também a necessidade do sistema prisional”, declarou.
Os formandos reivindicam a convocação dos candidatos que concluíram todas as etapas do concurso e afirmam que permanecem dentro do número de vagas previsto em lei. A expectativa do grupo agora é que a reunião marcada para esta sexta-feira resulte em um encaminhamento concreto sobre as nomeações.
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Whidy Melo



