O deputado estadual Adailton Cruz (União Brasil) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta-feira (13), para disparar uma denúncia grave sobre casos de assédio eleitoral que estariam ocorrendo dentro das unidades de saúde do estado.
Mesmo compondo a base de apoio ao governo na Casa, o parlamentar adotou um tom incisivo ao alertar que profissionais com vínculos de trabalho temporários ou terceirizados estão sendo intimidados a declarar apoio político sob risco de demissão.
Adailton classificou a prática como inaceitável e afirmou que já está acompanhando diversos relatos e denúncias que apontam para essa direção, ressaltando que não admitirá a opressão contra servidores que possuem vínculos de trabalho mais frágeis.
Durante sua fala, o deputado foi enfático ao declarar que a coerção sofrida pelos trabalhadores é um crime que precisa ser combatido imediatamente.
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“Na verdade eu já fiz essa fala para estar advertindo e quem eventualmente está tentando ou vai querer fazer, evite. Porque eu não vou admitir isso. É um crime você oprimir, principalmente o servidor que tem vínculo frágil, em estar assumindo uma bandeira político-partidária ou perder o emprego. Isso é inadmissível”, afirmou o parlamentar.
Adailton Cruz explicou que o modus operandi dessas pressões foca justamente na vulnerabilidade contratual dos funcionários, que são “coagidos a assumirem bandeira partidária de A ou B sob pena de perderem o vínculo”.
Apesar da gravidade das acusações, o parlamentar demonstrou acreditar que a cúpula do Executivo estadual não compartilha de tais práticas. Ele mencionou que pretende levar o assunto pessoalmente à governadora Mailza Assis, para que medidas sejam tomadas na estrutura administrativa.
“Eu vou conversar ainda com a governadora, repassar essa situação pessoalmente. Tenho certeza absoluta que ela jamais vai concordar com esse tipo de situação e vai alertar aí os gestores superiores para que também combatam esse tipo de atitude”, explicou Adailton.
O deputado finalizou alertando que, caso os gestores das unidades de saúde não tomem providências imediatas para cessar as irregularidades, ele utilizará as prerrogativas da Assembleia e da Comissão de Saúde para convocar os responsáveis e encaminhar o caso aos órgãos de controle.
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