Acre registrou mais de 300 ocorrências de combate a incêndio nos três primeiros meses de 2026

Foto: Neto Lucena/ Secom

O Acre registrou 327 ocorrências de combate a incêndio entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número representa uma queda em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 354 registros, e também uma redução frente ao pico recente observado em 2024, que somou 371 ocorrências no primeiro trimestre.

Apesar da retração nos últimos dois anos, o volume atual ainda permanece acima do registrado em 2023, quando o estado teve 332 ocorrências, e muito superior a 2022, que contabilizou 128 casos no mesmo intervalo. A série histórica indica que houve um salto expressivo a partir de 2023, seguido por uma estabilização em patamar mais elevado, ainda que com leve tendência de queda recente.

A média registrada em 2026 é de aproximadamente um atendimento de incêndio por dia, o que demonstra a permanência de uma demanda constante para o Corpo de Bombeiros ao longo do trimestre. Os dados mensais mostram certa estabilidade, com registros próximos entre si: cerca de 100 ocorrências em janeiro, pouco mais de 100 em fevereiro e aproximadamente 120 em março, indicando leve aumento no fim do período.

Especialistas apontam que o comportamento das ocorrências de incêndio está diretamente ligado a fatores climáticos e ambientais, como estiagem, altas temperaturas e uso irregular do fogo, especialmente em áreas rurais e de vegetação. O aumento observado a partir de 2023 pode estar associado a períodos mais intensos de seca, enquanto a leve redução em 2025 e 2026 pode refletir ações de prevenção e fiscalização mais efetivas.

Mesmo com a queda recente, os números mostram que o Acre ainda opera em um patamar elevado de registros quando comparado ao início da série, o que mantém o tema como um dos principais desafios para a gestão ambiental e de defesa civil no estado. A tendência para o restante de 2026 dependerá, sobretudo, das condições climáticas nos meses mais secos e da continuidade das políticas de prevenção a queimadas e incêndios.

Whidy Melo

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