Polícia Civil prende suspeito de contratar ataque a tiros contra irmão de Eloá

Luis Altino da Silva é apontado como chefe de ponto de tráfico na Favela dos Pilões/ Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu o suspeito apontado pelas investigações como o intermediador e contratante do atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel. Luis Altino da Silva, de 42 anos, conhecido no meio criminoso pelo apelido de “Chuck”, teve o mandado de prisão temporária cumprido após se apresentar na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Palácio da Polícia, na capital paulista.

O crime ocorreu no dia 27 de junho, no município de São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo. Na ocasião, o oficial da unidade de elite da Polícia Militar foi atingido por um disparo na região da cabeça enquanto estava em via pública. O tenente permanece hospitalizado sob cuidados intensivos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, localizado em Santo André.

De acordo com o relatório detalhado pelas autoridades policiais do DHPP, Silva exerce papel de liderança em estruturas de narcotráfico baseadas na Favela dos Pilões, situada no complexo de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. A apuração técnica aponta que ele ofereceu o valor de R$ 500 aos executores materiais para que consumassem o homicídio do militar. No entanto, o suspeito teria repassado apenas a quantia de R$ 100 aos homens contratados para a ação.

Além de gerenciar a contratação dos atiradores, os investigadores apontam que “Chuck” foi o responsável por recepcionar e ocultar a motocicleta utilizada pela dupla no dia do atentado em São Caetano do Sul. Com a detenção de Silva, o balanço de capturas do caso subiu para quatro pessoas detidas. Antes dele, a ação mais recente havia ocorrido no dia 7 de julho, com a prisão de Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, também localizado em Heliópolis.

Vítima segue internada em estado grave na UTI de hospital em Santo André/ Foto: Reprodução

O desdobramento das investigações para esclarecer o ataque ao irmão de Eloá Pimentel gerou forte reação operacional e resultou na morte de seis homens em decorrência de intervenções policiais. Os óbitos ocorreram durante tiroteios com equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) no decorrer de incursões realizadas na cidade de São Paulo e em municípios do litoral paulista.

Entre os mortos em confrontos constam Marcelo de Jesus Dias, o “Nego Zum”, apontado pelos setores de inteligência como o condutor da moto no dia do crime, e Márcio dos Santos Ferreira, o “Tetão”, que também figurava como investigado na apuração.

Atualmente, o foco das buscas policiais concentra-se na localização do suposto autor dos disparos que atingiram o tenente. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo mantém ativo um canal de denúncias com oferta de recompensa no valor de R$ 50 mil por pistas que levem à prisão de Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelas alcunhas de “Golias” ou “Peruca”. O procedimento investigativo do DHPP segue em andamento para identificar e prender potenciais colaboradores remanescentes.

Fhagner Soares, ContilNet

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