Filho de Jair Bolsonaro afirmou que atual mandatário não reúne mais condições para governar o país/ Foto: Reprodução
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou forte apoio, nesta quinta-feira (16), às críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A manifestação ocorreu após Rubio responsabilizar diretamente o mandatário brasileiro pela imposição de uma tarifa alfandegária de 25% sobre as exportações do país.
Por meio de suas redes sociais, o parlamentar brasileiro compartilhou o posicionamento da autoridade norte-americana e subiu o tom contra a condução da política externa e econômica nacional.
“Estamos em um avião sem piloto”, disparou Flávio Bolsonaro ao classificar a atual gestão federal.
Em sua publicação, o senador afirmou que Lula já não apresenta “condições de ser presidente do Brasil”. Em tom de ironia, Flávio traçou um paralelo entre o chefe do Executivo brasileiro e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que se retirou da corrida eleitoral norte-americana em meio a debates sobre sua capacidade de governança.
“O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, escreveu o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar fluminense prosseguiu com críticas severas ao perfil político do petista, associando sua imagem pública a retrocessos institucionais e econômicos. “Quem vê Lula não enxerga futuro, apenas passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança”, complementou o pré-candidato do PL.
A reação do senador de oposição alinha-se ao debate diplomático e comercial gerado após as recentes medidas alfandegárias aplicadas pelo governo dos Estados Unidos. Parlamentares alinhados à ala conservadora têm utilizado o episódio do tarifaço de 25% para desgastar a imagem de Lula no plano internacional, apontando que o atual alinhamento geopolítico de Brasília enfraqueceu as relações comerciais com Washington.
Até o momento da publicação desta reportagem, o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores não haviam emitido pronunciamentos oficiais sobre as declarações do senador ou as críticas do secretário norte-americano.
Fhagner Soares, ContilNet



