O superintendente da RBTrans, tenente-coronel Marcos Coutinho, informou ao ac24horas nesta quarta-feira (15) que as vans anunciadas pela Prefeitura de Rio Branco como reforço ao transporte coletivo não vão entrar em circulação. Segundo ele, a medida foi suspensa porque depende de estudo mais aprofundado, da participação da Câmara de Vereadores e da definição de subsídio.
“Sobre as vans, nós demos uma recuada”, afirmou Coutinho. “Não dá no formato que nós liberamos para os táxis. Então isso tem que ter um estudo maior, tem que ter a participação da câmara dos vereadores porque isso também inclui subsídio.”
No lugar das vans, a RBTrans prevê a ampliação da frota. “A partir de sábado nós queremos já ter essa ampliação de 20 ônibus dentro da frota que está operando hoje e aí nós notificamos a empresa, a empresa já nos respondeu”, disse o superintendente.
Coutinho também afirmou que as linhas que atendem a Universidade Federal do Acre (Ufac) e ao Instituto Federal do Acre (Ifac) foram remanejadas dentro da própria frota após manifestação dos estudantes. “A partir de quarta-feira nós normalizamos já todas as linhas da parte das universidades”, declarou.
Sobre a nova empresa que vai operar o transporte coletivo na capital, o superintendente disse que a transição de 60 dias começou na semana passada. A previsão é colocar 120 ônibus em operação no dia 1º de setembro, com 160 veículos novos em produção.
Enquanto isso, passageiros seguem à espera nas plataformas do Terminal Urbano. Em transmissão ao vivo do ac24horas, às 9h50, apenas dois ônibus estavam parados na plataforma amarela, com dezenas de pessoas aguardando.
“É muita falta desse povo, que são as autoridades daqui dessa terra, de deixar as pessoas”, disse o passageiro Francisco das Chagas, morador de Senador Guiomard. “Todo mundo paga direitinho. O negócio é que eles não têm compromisso com as pessoas.”
A usuária Verônica Lopes também reclamou da espera. “A gente fica um tempo esperando a condução, quando a condução vem, ainda encosta. O povo está sofrendo, não é de hoje, não, gente. A gente quer saber quando é que vem a melhoria.”
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Rebeca Martins



