Os pais de Nolan Wells se pronunciaram após o jovem de 18 anos ser encontrado morto no Mississippi, nos Estados Unidos. Em entrevista, eles questionaram as circunstâncias do desaparecimento durante uma viagem com amigos e cobram respostas sobre o caso.
Dias após o corpo de Nolan Xavier Wells, de 18 anos, ser encontrado na costa do Golfo do Mississippi, nos Estados Unidos, os pais do jovem se pronunciaram. Em participação no “Good Morning America”, nesta sexta-feira (10), Christine e Elmore Wonsley lamentaram a morte do filho e levantaram questionamentos sobre as circunstâncias de suas últimas horas.
O corpo de Nolan foi localizado na segunda-feira (6), após um agente avistá-lo na água, a noroeste da Ilha Horn, destino popular para passeios de barco na região. O jovem havia desaparecido durante as celebrações do feriado de 4 de julho, após viajar para o local com amigos.
Embora as autoridades trabalhem com a hipótese de afogamento, o xerife do Condado de Jackson, John Ledbetter, afirmou que o caso segue em investigação. Segundo ele, a equipe aguarda o laudo da autópsia e continua analisando fotos, vídeos e outras evidências para esclarecer o que aconteceu. Até o momento, não há indícios de crime.
Mesmo com as investigações em andamento, os pais de Nolan decidiram conduzir uma apuração independente. A principal dúvida do casal é entender por que o filho teria se separado do grupo de amigos durante o passeio. “Isso nós não conseguimos responder. Eu simplesmente não consigo imaginar por que ele faria isso”, disse Christine, ressaltando que seria incomum o jovem se afastar dos amigos, ainda mais em um local desconhecido.
Elmore reforçou o posicionamento e afirmou que o filho sempre foi orientado a permanecer com o grupo. “Sempre ensinamos a ele que, se você vai com um grupo, você fica com o grupo. Se você vai com cinco, você volta com cinco. Não se separe do grupo. Porque eu sempre disse: ‘A segurança está nos números’. Então ele sabia que deveria ficar com esse grupo. Então, por que ele se separaria? Eu não sei”, declarou.
Durante a entrevista, Christine também destacou que mantinha contato frequente com o filho. Segundo ela, Nolan costumava avisar ao chegar de passeios, mas, naquele dia, nenhuma mensagem ou ligação foi recebida. Em vez disso, a mãe foi informada por um dos amigos de que ele estava desaparecido.

Outro ponto que intriga a família é o paradeiro do celular de Nolan. O aparelho foi recuperado por um conhecido após ser rastreado pelo aplicativo Life360, mas o histórico de localização diverge das informações vistas por amigos no Snapchat.
Christine afirmou ainda que analisou as contas do filho na plataforma e não encontrou registros da viagem — algo que considerou incomum. “Nem sequer passaram 24 horas, que é o tempo que vídeos e fotos ficam no Snapchat. E eu pensei: ‘Isso não pode ser’. Não pode ser. Não havia absolutamente nada. Eu já vi Nolan quando ele posta. Quando está se divertindo, ele faz vídeos. Não havia absolutamente nada”, lamentou.
O advogado Benjamin Crump, que representa a família, confirmou que uma análise forense do celular foi solicitada e apontou inconsistências nos relatos de testemunhas. Segundo ele, há versões divergentes sobre se Nolan pretendia retornar ao barco após conversar com uma jovem.
Em entrevista à ABC News, Ledbetter confirmou que a polícia também analisa um vídeo que circula nas redes sociais, no qual Nolan aparece pedindo seu celular pouco antes de desaparecer. A origem do material, no entanto, ainda não foi determinada e o aparelho foi requisitado para passar por extração forense. “Neste momento, não temos o celular de que falam e nunca tivemos, mas, pelo que sei, solicitamos o aparelho para análise”, afirmou.
As autoridades também investigam relatos de que Nolan teria permanecido voluntariamente na ilha após o barco do grupo apresentar problemas mecânicos. Quanto à causa da morte, a família encomendou uma autópsia independente, que será realizada em Washington, D.C., por um especialista sem vínculos com as autoridades do Mississippi.
Christine explicou a decisão de conduzir uma investigação paralela: “Estamos fazendo isso porque, no fim das contas, espero que qualquer pai lute pelos seus filhos para descobrir se algo aconteceu e o que aconteceu. Só queremos honestidade e transparência. Queremos uma investigação completa. Queremos o mesmo respeito que seria dado a qualquer outra pessoa. É isso; só queremos respostas”.
Ao final da entrevista, os pais relembraram Nolan com emoção. “Nolan era como uma luz brilhante”, disse a mãe, emocionada. “Ele entrava em um ambiente, e seu sorriso, sua energia, eram contagiosos. Era como se ele te puxasse para perto”, concluiu.
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Izabella Arouca



