O ex-secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira, 09, em que comenta a suspensão das cirurgias eletivas ortopédicas pelo governo do Estado. Na gravação, ele afirma que a interrupção dos serviços não ocorre por falta de recursos financeiros destinados à saúde.
Logo no início da manifestação, Pascoal diz ter sido surpreendido pela notícia e rebate a justificativa de insuficiência de recursos. “Eu abro a internet e me deparo com a notícia da suspensão do serviço das cirurgias eletivas ortopédicas pelo Estado por falta de pagamento. Sem medo de errar, dinheiro no Fundo Estadual de Saúde não falta. Tem gente que vai perder a cirurgia pelo SUS e o motivo não é falta de dinheiro”, declarou.
O ex-gestor também afirmou que os repasses federais destinados à saúde do Acre cresceram significativamente nos últimos anos. Segundo ele, os recursos passaram de uma média anual de R$ 240 milhões, em 2023, para mais de R$ 509 milhões em 2025.
“Mais de 100% de aumento do recurso arrecadado do governo federal, repassado para o nosso Estado. Em 2023, o repasse médio era de R$ 240 milhões. Entregamos em 2025 mais de R$ 500 milhões de repasse anual”, afirmou.
Para sustentar a declaração, Pedro Pascoal orientou que os dados podem ser consultados no portal do Fundo Nacional de Saúde. “É um dado que está lá. É só digitar no Google Fundo Nacional de Saúde, consultas e repasses, entrar no Estado do Acre, recursos estaduais, e você vai ver que o recurso está lá”, disse.
Durante o vídeo, o ex-secretário lamentou a suspensão das cirurgias e afirmou que o problema estaria relacionado à execução das políticas públicas.
“Isso só me deixa triste, porque as políticas públicas não estão sendo continuadas. Esse recurso é um recurso que salva vidas, e pessoas que estavam aguardando a realização das suas cirurgias vão ter suas cirurgias suspensas. Não por falta de dinheiro, e simplesmente não estão aplicando o recurso da forma correta”, declarou.
Pedro Pascoal ainda citou outro episódio envolvendo a rede pública de saúde e questionou quais serviços poderão ser afetados futuramente. “Isso não é a primeira vez. Foi assim com o Hospital Santa Juliana no mês passado, e agora com a ortopedia. E aí eu pergunto: qual vai ser o próximo serviço suspenso por falta de pagamento?”, questionou.
Ao concluir a gravação, o ex-secretário defendeu a continuidade das políticas públicas na saúde, independentemente da gestão responsável pela implantação dos serviços. “Mais importante do que inaugurar um serviço é dar continuidade nele. Porque não importa quem inaugurou, importa quem vai ser beneficiado: as pessoas, os usuários do SUS e os nossos pacientes. No fim das contas, é isso que significa cuidar da vida. Garantir que o tratamento não pare no meio do caminho. Quando a política pública é bem executada, o povo colhe os frutos. Quando não há compromisso com ela, é o povo que paga o preço”, concluiu.
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Lucas Vitor




