Sesacre garante pagamento e diz que nenhuma cirurgia foi suspensa no AC

FOTO: KENNEDY SANTOS

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) afirmou que quitou os valores devidos à empresa GoiásMed Serviços Médicos Ltda. antes do prazo estabelecido na notificação enviada pela prestadora e que nenhum atendimento ou cirurgia foi interrompido. A declaração foi dada pelo secretário adjunto de Administração e Finanças da pasta, Patrício Albuquerque, em entrevista ao ac24horas nesta quarta-feira (8).

A GoiásMed, responsável pelos serviços de Ortopedia e Traumatologia na rede estadual, havia comunicado à Sesacre que poderia paralisar parcialmente os atendimentos e as cirurgias eletivas caso os pagamentos em atraso não fossem regularizados.

Segundo Albuquerque, a notificação foi recebida, mas perdeu o efeito. “O pagamento foi realizado antes do prazo que ela tinha dado finalizar e o serviço continua, permanece normalmente, ninguém, nenhum paciente foi afetado, nenhum tratamento está em risco de não acontecer”, declarou.

O secretário adjunto também esclareceu o alcance da possível paralisação. De acordo com ele, a notificação tratava exclusivamente das cirurgias eletivas, ou seja, aquelas já programadas. “Os atendimentos para parte emergencial, em nenhum momento foi questionado, em nenhum momento ocorreu risco de serem suspensos”, afirmou.

Albuquerque disse ainda que nem mesmo os procedimentos eletivos chegaram a ser cancelados. “Como eu falei, o pagamento foi realizado e até essas eletivas não sofreram nenhum problema, nenhuma foi suspenso, permanece tudo normal”, declarou.

Aos pacientes que aguardam por procedimentos, o secretário adjunto deu uma orientação direta. “Pode ficar tranquilo que o serviço da regulação está acompanhando, todas as programações estão acontecendo, todas as cirurgias continuam acontecendo conforme as datas e os agendamentos que já estavam pré-estabelecidos”, disse.

Sobre o atraso, Albuquerque explicou que o contrato firmado com a empresa prevê exigências e etapas administrativas que precisaram ser cumpridas. Ele afirmou que a fiscalização do contrato levantou questionamentos e que o processo precisou ser readequado. “Tinha algumas pendências para serem sanadas, foram sanadas e o pagamento foi realizado. Então assim, o trâmite pode ter demorado um pouco mais. Mas os serviços não foram comprometidos”, concluiu.

Rebeca Martins

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