Gianni Infantino afirmou que órgão que reverteu cartão vermelho para Folarin Balogun atua de forma “independente” na entidade
Após Donald Trump vir à público e confirmar que interviu junto ao presidente da FIFA para reverter o cartão vermelho ao atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, Gianni Infantino se pronunciou oficialmente. Em seu comunicado, o dirigente máximo do futebol afirmou que a decisão foi festa pelo Comitê Disciplinar da FIFA que, segundo ele, atua de forma “independente” na entidade.
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Lula e InfantinoReprodução

Lula com Carlo Ancelotti e Gianni Infantino, presidente da Fifa.Ricardo Stuckert/PR

Samir Xaud e Gianni Infantino anunciam novo torneio de seleções femininas no BrasilReprodução/FIFA

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e Gianni Infantino, presidente da FIFAReprodução/x: ge

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, à esquerda, e o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, à direita, em um Congresso da FIFA no Bahrein em 2017O presidente da FIFA, Gianni Infantino, à esquerda, e o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, à direita, em um Congresso da FIFA no Bahrein em 2017/Reprodução/FIFA

Xaud na Cúpula Executiva do Futebol da FIFA com Gianni Infantino, presidente da entidadeReprodução: Instagram/Samir Xaud
“Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado”, afirmou Infantino.
Infantino também admitiu que recebeu uma ligação de Trump a respeito da reivindicação, mas que explicou que a decisão respeitaria os devidos “processos” da FIFA.
“Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo da FIFA com o Presidente dos Estados Unidos, e nesse caso, recebi uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei”, complementou o presidente da entidade.
Leia o comunicado na íntegra:
Presidente da FIFA Gianni Infantino:
“Eu vi os comentários públicos sobre a decisão do Comitê Disciplinar independente da FIFA relacionada à suspensão de Folarin Balogun, e gostaria de reiterar um princípio fundamental da governança da FIFA. “Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado.
“Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo da FIFA com o Presidente dos Estados Unidos, e nesse caso, recebi uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei.
“Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são emitidas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, discordo.
“O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos pessoalmente de uma decisão ou não é irrelevante. O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições e a credibilidade da FIFA em todos os momentos.”



