Investigação apura elo entre vazamento de dados ao Comando Vermelho e máfia do cigarro/ Foto: Reprodução
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi transferido neste sábado (4) para a Penitenciária Federal de Brasília. A movimentação carcerária ocorre dois dias após o político fluminense ser alvo de um novo mandado de prisão preventiva expedido no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).
Bacellar encontra-se custodiado desde o dia 27 de março deste ano por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é réu em uma ação penal que apura o vazamento de dados sigilosos de inteligência e atos de obstrução de Justiça para beneficiar a cúpula da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
A nova ordem judicial cumprida contra o ex-parlamentar na última quinta-feira (2) integra os desdobramentos da Operação Unha e Carne. Esta fase ostensiva tem como escopo principal desarticular e colher provas sobre um esquema de lavagem de dinheiro estruturado para favorecer o grupo conhecido como Máfia do Cigarro. O inquérito corre em conexão direta com o caso do repasse de informações confidenciais à organização do narcotráfico.
Além de Bacellar, a nova etapa da operação da PF teve como alvos o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio, que foi preso pelas equipes policiais. Adilsinho havia sido capturado em 26 de fevereiro deste ano em uma residência em Cabo Frio, na Região dos Lagos (RJ), após passar duas décadas na condição de foragido da Justiça, sendo transferido na mesma época para o sistema penitenciário federal.
Na unidade de segurança máxima do Distrito Federal, Rodrigo Bacellar dividirá o complexo com outros nomes conhecidos das investigações fluminenses. Estão recolhidos no mesmo presídio o próprio Adilsinho e o ex-deputado estadual Thiago Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias.
De acordo com fontes ligadas à administração penitenciária, a direção do estabelecimento estabeleceu um plano de isolamento estrito para os detentos. Os três investigados do Rio de Janeiro permanecerão alocados em alas físicas totalmente separadas, com horários diferenciados de banho de sol e sem qualquer possibilidade de contato ou comunicação interna entre si.
Fhagner Soares, ContilNet



