Taylor Swift e Travis Kelce se casam nesta sexta-feira (3), em uma cerimônia no Madison Square Garden, em Nova York. A celebração tem gerado repercussão na imprensa internacional e nas redes sociais, principalmente por conta do sigilo em torno do evento e da operação montada na cidade.
Taylor Swift e Travis Kelce sobem ao altar nesta sexta-feira (3), no Madison Square Garden, em Nova York. Apesar da expectativa em torno do evento, a operação montada para mantê-la em sigilo tem gerado críticas na imprensa internacional e nas redes sociais. Veículos publicaram análises sobre o assunto, enquanto internautas também questionaram a decisão de fechar espaços públicos em prol de uma cerimônia privada.
Em uma matéria assinada por James Hibberd, no The Hollywood Reporter, o mistério sobre o casamento é descrito como “um pouco demais“. O jornalista considera contraditória a ideia de reunir mais de mil convidados em uma das arenas mais famosas do mundo e, ao mesmo tempo, tentar tratar a cerimônia como um evento reservado. “É algo inerentemente absurdo“, disparou.
Hibberd também comentou a informação divulgada pela Variety de que Taylor e Travis, supostamente, não teriam orientado os convidados sobre questões básicas da cerimônia, como o dress code. “Originalmente, os convidados só foram instruídos a bloquear os próximos dois dias e aguardar mais instruções, como se fossem espiões da Guerra Fria esperando pelos detalhes de sua missão“, declarou.
O jornalista, no entanto, fez questão de ressaltar que sua análise não é uma crítica ao casamento em si. Segundo ele, Swift merece celebrar a união. “Há algo de maravilhoso em ver uma artista — que dedicou décadas de carreira a encantar milhões com expressões de anseio romântico — oficializar a união com um herói do esporte por quem ela claramente nutre grande afeição. Isso é algo positivo“, defendeu.
Para Hibberd, o que causa estranhamento é o nível de sigilo em torno da cerimônia, “em que ninguém ousa” sequer admitir que ela vai acontecer. “Considerando que ‘todo mundo sabe que isso vai acontecer’ — e as medidas de segurança rigorosas e justificáveis que foram adotadas —, qual seria, de fato, o grande problema em simplesmente abrir o jogo? ‘Sim, vamos nos casar!‘”, pontuou.
Holly Baxter, do The Independent, também apontou que Nova York virou um “playground” para os ricos. A jornalista criticou o fato da Prefeitura ter emitido uma licença autorizando o bloqueio de vias no entorno da arena, além da implementação de um amplo esquema de segurança. Segundo ela, é absurdo fechar a cidade com “cordões de segurança” e interditar ruas em pleno fim de semana do feriado de 4 de julho.
Apesar de se declarar fã de Swift, a colunista afirmou estar “desanimada” com a situação. “Eu me reservo o direito de suspirar. Porque cada evento como este parece mais um lembrete de que Nova York existe, cada vez mais, para todo mundo, menos para as pessoas que tentam viver aqui”, afirmou. Para ela, a cidade não deveria ser fechada para esse tipo de evento.
HYPOCRISY 🚨 Taylor Swift wedding at MSG have constructed massive walls and barriers to “keep them safe”
Meanwhile Democrats like Swift scold us Americans for wanting walls and barriers to keep us safe from illegal alien criminals.
Rules for thee, but not for me! pic.twitter.com/Bu9fz10sqI
— J (@JayTC53) July 3, 2026
Internautas também questionam megaoperação
As críticas não ficaram restritas à imprensa. No X, antigo Twitter, usuários também questionaram a dimensão da cerimônia, o luxo da celebração, a extensa lista de convidados e a forte operação montada para garantir a privacidade do casal.
“Isso nunca deveria acontecer por causa de um evento privado. Nenhum cidadão comum, por mais rico, famoso ou popular que seja, deveria ter o poder de bloquear uma parte tão grande de uma cidade para um evento particular. Bilionários são um fracasso das políticas públicas. Taxar os ricos. Todos os ricos“, apontou uma internauta.
“Isso não deveria ser permitido para qualquer pessoa ter esse tipo de privilégio sobre todo mundo, tomando blocos e ruas inteiros por causa de alguma merd* de obra que vai acabar em seis meses de qualquer jeito”, disparou outro.
“Sinto muito, mas se você não acha que um bilionário está fechando uma das ruas mais movimentadas de Nova York no 4 de julho, para que ela possa ter um casamento em um castelo construído dentro de uma quadra de basquete, não é o epítome de sair de contato e ‘deixá-los comer brioches’, então você simplesmente não se importa com as pessoas“, afirmou um terceiro.
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Clara Andrade




