O Acre está entre os estados brasileiros que apresentam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira, 03, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento mostra que o estado figura entre as 18 unidades da federação com indícios de aumento na tendência de longo prazo da doença, considerando as últimas seis semanas epidemiológicas.
De acordo com a Fiocruz, todas as unidades da federação estão atualmente em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG. No Acre, o cenário preocupa especialmente pelo avanço das hospitalizações relacionadas ao vírus sincicial respiratório (VSR) e também pelo aumento dos casos associados à influenza A.
A análise referente à Semana Epidemiológica 21, compreendida entre os dias 24 e 30 de maio, aponta que os casos de SRAG provocados pelo VSR seguem em crescimento nos estados da Região Norte, incluindo o Acre. Além disso, o estado também aparece entre aqueles onde as hospitalizações por influenza A continuam aumentando, ao lado de Roraima e Rio Grande do Norte.
Na capital acreana, o quadro também exige atenção. Rio Branco foi incluída na lista das 15 capitais brasileiras que apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. A cidade aparece ao lado de capitais como Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Luís.
Em todo o país, 77.153 casos de SRAG já foram notificados em 2026. Desse total, 37.153 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 31,6% foram associados ao vírus sincicial respiratório, 33,1% ao rinovírus, 25% à influenza A, 2,9% à influenza B e 6% à Covid-19.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 48,5% dos casos positivos de SRAG no país, consolidando-se como o principal agente causador das internações. Entre os óbitos, entretanto, a influenza A foi responsável por 49% das confirmações laboratoriais, evidenciando sua maior gravidade entre os pacientes mais vulneráveis.
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Lucas Vitor




