Aldo Rebelo chama projeto de Joaquim Barbosa de ‘afronta’ e mantém candidatura

Aldo Rebelo chama candidatura de Joaquim Barbosa de afronta e mantem campanha/ Foto: Reprodução

O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo rompeu o silêncio e criticou duramente a movimentação de bastidores do Democracia Cristã (DC) para substituí-lo pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na corrida sucessória de 2026. Em nota oficial divulgada à imprensa na tarde deste sábado (16), Rebelo classificou a articulação como uma quebra de acordos internos e garantiu que sua postulação ao Palácio do Planalto segue inalterada.

A reação ocorre poucas horas após o presidente nacional da legenda, João Caldas, confirmar publicamente a filiação secreta de Barbosa e o plano de lançá-lo como o cabeça de chapa oficial da agremiação, sob a justificativa de que o desempenho de Rebelo nas pesquisas de intenção de voto não havia correspondido às expectativas da cúpula partidária.

No comunicado, Rebelo, que já presidiu a Câmara dos Deputados, adotou um tom de confronto com a direção executiva do DC. O político questionou a legitimidade da escolha e apontou falta de clareza nos métodos utilizados para conduzir a transição de nomes.

“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”, declarou Rebelo no texto.

O ex-ministro argumentou que sua entrada na disputa presidencial não se tratava de uma iniciativa isolada, mas sim do cumprimento de um acordo institucional prévio firmado com as lideranças do partido. Ele relembrou que ingressou no projeto após receber garantias da própria cúpula. “Minha pré-candidatura à Presidência da República está mantida, conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã”, asseverou.

O posicionamento de Rebelo expõe uma divisão interna no Democracia Cristã no início do calendário eleitoral. Enquanto a presidência da sigla trata a substituição como uma decisão institucional consensual e puramente técnica, o ex-ministro indica que não aceitará o remanejamento para disputar outros cargos legislativos ou estaduais, como pretendia a direção.

Interlocutores de Rebelo afirmam que ele pretende acionar as instâncias partidárias e fazer valer as atas de reuniões anteriores que chancelavam seu nome. O impasse em torno de quem assumirá a legenda deve se estender pelos próximos dias, período em que a cúpula do DC esperava finalizar os detalhes da agenda pública e das primeiras inserções partidárias de Joaquim Barbosa.

Fhagner

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