(UOL/FOLHAPRESS) – Embora Corinthians compreenda o desejo de Yuri Alberto de deixar o clube no meio do ano, a diretoria não trata a negociação do atacante como prioridade para a próxima janela de transferências.
A reportagem apurou que o fato de o Timão possuir apenas 40% dos direitos econômicos do jogador faz com que outros negócios sejam considerados mais vantajosos financeiramente. Nomes como André Ramalho e Breno Bidon, nos quais o clube detém uma fatia maior dos direitos, são vistos internamente como ativos com maior potencial de retorno.
Além da questão financeira, a avaliação da diretoria é de que a saída de Yuri Alberto causaria um impacto técnico mais significativo do que a perda de outros jogadores do elenco.
O atacante é tratado internamente como um atleta de características raras no grupo. Mesmo convivendo com críticas externas pelo histórico de gols perdidos, a análise feita no clube é de que Yuri mantém uma produção ofensiva elevada, criando muitas oportunidades e sustentando uma média relevante de conversões.
PEDIDA E CONFLITO COM ESTAFE
Apesar de não priorizar a venda, o Corinthians também não fecha as portas para uma possível transferência de Yuri Alberto. Para isso, porém, estabeleceu algumas condições.
Nos bastidores, o clube já sinalizou que deseja receber entre 20 e 22 milhões de euros (R$ 116,6 milhões a 128,2 milhões) pela fatia a que teria direito em uma eventual negociação.
A diretoria entende ainda que os representantes do jogador precisarão colaborar para viabilizar o negócio. Empresário do atacante, André Cury tem direito a receber 10% de comissão sobre o valor arrecadado pelo Corinthians em uma futura venda de Yuri Alberto. O percentual foi concedido ao agente em 2023, durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves.
Por isso, a direção entende que o estafe do atacante precisaria contribuir para a concretização de uma venda. Essa cooperação seria renegociando os valores de comissão ou abrindo mão do percentual a que teria direito.
André Cury, porém, também é um dos principais credores do Corinthians. A dívida do clube com o empresário gira em torno de R$ 40 milhões e já motivou diversas ações judiciais movidas pelo agente para bloqueio de contas e penhora de bens do Timão.
Atualmente, a pendência está inserida no Regime Centralizado de Execuções (RCE). O mecanismo, porém, é constantemente questionado judicialmente pelo empresário.
RENOVAÇÃO ESTRATÉGICA
Desde o ano passado, o desejo do estafe de Yuri Alberto é transferir o atacante para o futebol europeu. A permanência do jogador no Corinthians esteve diretamente ligada à vontade do próprio atleta.
Internamente, o clube considera que a renovação contratual, até junho de 2030, foi fundamental para aumentar o potencial de lucro em uma futura negociação. O acordo foi firmado em julho do ano passado, ainda durante a gestão interina de Osmar Stábile.

Atacante revelou que pediu ao estafe para buscar “um novo desafio” na carreira e admitiu conversas com a diretoria sobre uma possível saída. Yuri Alberto também afirmou que vê com bons olhos atuar no futebol italiano
Estadao Conteudo | 04:15 – 15/05/2026
Folhapress




