A deputada federal e ex-ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), provocou o senador Sergio Moro (PL-PR) e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) após a revelação que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Pré-candidata ao Senado no Paraná, Gleisi criticou a ausência de manifestação dos adversários sobre o caso. “Silêncio ensurdecedor dos apoiadores master do Flávio Bolsonaro! Por onde andam Sergio Moro e Deltan Dallagnol?”, ironizou a ex-ministra no X.
Moro é pré-candidato ao governo do Paraná nas eleições de outubro. Nas redes sociais, o senador evitou se pronunciar sobre o caso envolvendo o filho do ex-presidente e apenas republicou um vídeo em que Flávio Bolsonaro se justifica pelas conversas com Vorcaro.
Já Deltan, que concorrerá a uma vaga ao Senado pelo estado, não fez publicações sobre o tema e compartilhou a manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em relação ao episódio.
Áudio vazado
Reportagem do Intercept Brasil revelou que Vorcaro pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o site, os recursos foram solicitados por Flávio Bolsonaro.
Ao menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.
Em um áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.
“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, teria declarado o senador.
Após o vazamento da conversa, Flávio admitiu ter negociado o financiamento do filme com Vorcaro, mas negou irregularidades.
“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, justificou o senador.




