O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) apresentou nesta terça-feira (12) um requerimento, no âmbito da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para discutir a respeito das ações de enfrentamento à violência nas escolas. O parlamentar quer ouvir o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Prates, a respeito das medidas adotadas até o momento.
“Eu apresentei um outro requerimento em diálogo com o presidente da Comissão de Educação para que a gente possa organizar uma audiência publica e tratar dos acontecimentos da semana passada. Eu sei que é um assunto que dói na alma de todos nós. Todos nós estamos sob o choque e enlutado com aquele acontecimento. Mas, a Assembleia precisa dar um passo a mais. Juntar aqui todos os atores, o ambiente do diálogo, para tirar as lições daquele episódio. Quais são as iniciativas que estão sendo tomadas? Duas servidoras sacrificaram a própria vida para salvar os alunos. Duas servidoras de apoio, gente muito querida. Meus filhos estudaram naquela escola, Pablo e a Maíra. Ali tem pessoas que tem amor pela Educação. Nós estamos a viver, desafios que estamos a enfrentar, nós não podemos achar que foi um ponto fora da curva”, disse Edvaldo Magalhães, ao citar a tragédia ocorrida no Instituto São José.
O deputado acreano disse ainda que o atentado trouxe à discussão um assunto que está na pauta da sociedade brasileira, que é a segurança nas escolas. “Acendeu-se uma luz vermelha bem na cara de todos nós. E, na vida, quando uma desgraça acontece, quando um problema surge, quando uma tragédia se apresenta, a solidariedade é fundamental, o abraço acolhedor é altamente necessário, mas para a nossa responsabilidade, para que a gente não passe pano para o problema, para que não tenhamos vergonha no futuro de alguma omissão, é preciso tirar consequências desse episódio”.
Ele lembrou que na legislatura passada mais de 300 servidores provisórios do Instituto Socioeducativo (ISE) e Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) foram demitidos. Para o parlamentar, poderiam ter sido aproveitados para agentes de proteção nas escolas.
“Homens que foram treinados, que vivenciaram dentro das penitenciárias, que tinham uma grande capacidade, experiência acumulada. Por que não aproveita para serem agentes de proteção, inclusive das escolas e do patrimônio público? Era uma saída. Ouvidos de mercador foram feitos para esta proposta. Essa Casa aqui quando teve a tragédia em São Paulo, apareceu um projeto de lei, do deputado Chico Viga, sobre a questão da revista, a compra dos detectores de metais. Não foi comprado nenhum, nenhum para fazer remédio. Não podemos tratar de um tema só quando ele está nas manchetes”, lembrou.
A reunião que deve acontecer no próximo dia 20 vai reunir o Ministério Público do Acre (MPAC), Conselho Estadual de Educação, sindicatos ligados à Educação, além da própria Secretaria de Estado de Educação e as forças de Segurança Pública do Acre.
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Da redação ac24horas




