No episódio de estreia do documentário “Tempo Para Amar”, nesta segunda-feira (11), Rafa Kalimann confessou o medo que teve na gestação de Zuza. A apresentadora citou episódios anteriores que desencadearam sua preocupação e ainda recordou os ataques online que passou a receber semanas antes do nascimento da bebê.
No episódio de estreia do documentário “Tempo Para Amar”, nesta segunda-feira (11), Rafa Kalimann confessou o medo de sofrer um aborto na gestação de Zuza. A apresentadora recordou uma perda gestacional que já havia tido e a preocupação que isso lhe desencadeou. Além disso, ela revelou os ataques online que passou a receber, faltando poucas semanas para o nascimento da bebê, após Nattan fazer uma brincadeira nas redes sociais.
“Na última ou na penúltima semana, eu estava em casa. O Nattan fez uma brincadeira na internet, e para atacar ele, optaram por me atacar. Nesse momento, eu falei: ‘Eu vou tentar entender o que está acontecendo, porque todos os grupos de trabalho [estão] mandando mensagem, falando sobre. O Nattan preocupado, a minha mãe me liga chorando’. E eu comecei a ver mensagens muito pesadas”, recordou Rafa.
À época, ainda grávida de Zuza, a apresentadora contou como as críticas impactaram seu emocional. “Eu não sou perfeita, não sou santa, mas eu busco ser correta. E ver as inúmeras tentativas das pessoas de procurarem em mim um grande problema pra justificar a ira delas por mim, me machuca num lugar que corrói”, desabafou.
Para ela, foi este o momento em que percebeu que havia chegado ao seu limite. “Ver isso acontecer comigo grávida foi o limite para mim. Porque eu não fiz nada. Eu estava em casa, quieta, e tive que abrir a internet para ler mensagens e insultos muito, muito graves. De ontem para hoje, li que eu não merecia estar grávida”, revelou, aos prantos. “Eu só não quero que a neném sofra as consequências disso ou que ela pense que eu sou o que criaram de mim na mídia”, acrescentou.
O episódio exibiu um papo entre Rafa e seu assessor, em que ambos refletiram sobre o possível afastamento da influencer das redes sociais. Ela, inclusive, citou a saúde mental abalada e o conselho que já havia recebido de sua própria psicóloga. Apesar disso, Rafa expôs seu receio: “Como eu vou fazer isso? São 17 anos de trabalho. É muito arriscado”.
“Foram tantas histórias erradas e distorcidas sendo contadas no decorrer desses anos, que eu não me reconheço me vendo ali. Quem é aquela Rafaella? Quem é a Rafaella que eu quero apresentar para a minha filha? Eu também não sei. Eu tô tão abalada, principalmente desse último ano, que foi quando veio a depressão. É mais do que só cuidar da Zuza. Não é só um tempo pra Zuza, é um tempo pra mim”, acrescentou.
Agora, Kalimann explicou os questionamentos que teve, abordando o quadro depressivo que desenvolveu à época. “A minha preocupação com a minha saúde mental já era algo muito latente, porque eu já vinha de um quadro de depressão que tinha intensificado muito em 2024, com a perda gestacional”, declarou.
Foi então que ela falou do medo que teve de sofrer um aborto na gravidez da filha. “Nos primeiros três meses da gestação da Zuza, todas as vezes que eu ia ao banheiro fazer xixi, eu me abaixava com medo de que eu tivesse algum tipo de sangramento e perdesse a neném. Eu ficava muito tensa em como eu lidaria com isso. Durante a gestação, há muitas mudanças”, analisou.

Outro receio de Rafa era o tempo que demoraria para conseguir estabilizar suas emoções e se elas poderiam refletir na filha.“Não é só sobre não querer ter uma crise, não querer sentir a tristeza da depressão. Eu não quero que ela (Zuza) sinta. Ela habitava dentro de mim naquele momento. Eu não quero que ela sinta a dor, eu não quero correr o risco que a minha filha nasça com qualquer resquício dessas emoções”, pontuou.
“Nós entendemos que muitas das minhas crises vinham de fatores externos. Então o fato de eu ficar em casa, passar esse tempo aqui, sair das redes sociais e não ver o que as pessoas falam de mim também foi um fator importante para que eu não tivesse tantas crises. Eu fui entendendo que os meus gatilhos são muito externos, e me blindei tanto disso que foi um ponto muito positivo”, concluiu a apresentadora.
Assista:
A internet criou a falsa sensação de que crueldade é só “opinião”. Mas não é normal viver atacando, humilhando, perseguindo ou tentando destruir emocionalmente alguém todos os dias. Isso contamina ambientes, desgasta relações e afeta, sim, a saúde mental de quem recebe.
Pessoas… pic.twitter.com/Utwa1Kz0wH
— Rafa 🎙️ (@BarracoChique) May 12, 2026
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Thamyris Couto




