Padrasto de autor de ataque ao ISJ nega ameaça e diz nunca ter ido à escola

Foto: Instagram

O advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque ao Instituto São José, em Rio Branco, se manifestou publicamente nesta sexta-feira (08) para rebater as informações divulgadas em reportagem do ac24horas que atribuem a ele um suposto alerta à escola sobre episódios de bullying sofridos pelo menor antes da tragédia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ruan afirmou ter sido surpreendido pela publicação e negou ter comparecido à instituição de ensino ou feito qualquer tipo de ameaça relacionada ao caso. Segundo ele, as acusações são “inverídicas” e poderão ser desmentidas por imagens do sistema de segurança da escola.

“Fui surpreendido na manhã de hoje, nas primeiras horas, com a matéria de um jornalista do ac24horas, no qual eu teria realizado uma suposta entrevista com um dos viúvos das vítimas do acontecido nos últimos dias, na qual atribuí a minha pessoa uma ida ao colégio para cobrar providências acerca de suposto bullying, e que teria, naquela ocasião, proferido uma espécie de ameaça, na qual, se não tivesse sido tomada providências, o menor faria as providências que julgasse necessária por meios próprios. Eu rechaço essa informação, sustento que compareci mais uma vez à delegacia, me colocando à disposição e sustentando que eu nunca estive presente naquele local, nunca compareci à escola”, pontuou.

A manifestação ocorreu após reportagem publicada pelo ac24horas relatar que o viúvo de uma das vítimas fatais do atentado teria informado à Polícia Civil que Ruan teria ido ao colégio dias antes do ataque para cobrar providências sobre supostos episódios de bullying sofridos pelo adolescente.

Conforme a publicação, a funcionária Raquel Sales Feitosa, morta durante o atentado, teria relatado ao marido que o advogado afirmou que, caso a escola não resolvesse a situação, o menor “resolveria o problema sozinho”.

Ruan, no entanto, nega qualquer contato com a instituição e reforça que está colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, que seguem sob segredo de Justiça.

“Sustento ainda que, em que pese ser padrasto do menor, não compete a mim, não tenho competência e legitimidade para fazer qualquer tipo de cobrança relacionada à vida escolar do mesmo junto ao instituto. Esta atribuição compete à mãe ou ao pai, e não a mim, então nunca compareci à escola em qualquer situação referente à vida escolar do menor. Então as alegações de possíveis ameaças, de possíveis cobranças referentes à prática de bullying por minha pessoa são inverídicas, nunca estive presente, as imagens das câmeras de segurança da escola vão poder comprovar isso, e o que me assusta é essa atribulação e essa vinculação à minha pessoa, sendo que eu jamais teria a legitimidade de comparecer à escola para fazer tais cobranças”, declarou.

VEJA O VÍDEO:

Lucas Vitor

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Print

Siga nossas Redes Sociais