A desigualdade de renda no Brasil aumentou em 2025. No entanto, o número ainda é o segundo menor da série histórica. A desigualdade é medida pelo Índice de Gini, criado pelo matemático italiano Conrado Gini.
Em 2024, o índice foi o menor da série histórica (0,487). No entanto, subiu para 0,491 em no ano passado. Quanto mais próximo de zero o Índice de Gini, menor a desigualdade e quanto mais próximo de um – teto do índice – maior a desigualdade.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Rendimento de Todas as Fontes 2025. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (8/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação da série histórica, o IBGE contextualiza que houve uma tendência de redução na desigualdade de 2012 a 2015, período em que o Gini passou de 0,504 para 0,490. Depois disto, de 2015 a 2019, houve tendência de aumento na desigualdade, com pico em 2018 e em 2019, anos em que o índice teve o ápice, com 0,506.
Rendimento no DF é quase o dobro da média nacional
O Brasil apresenta importante desigualdade na renda entre as regiões. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Distrito Federal (DF) é quase o dobro da média nacional. Enquanto a média nacional está em R$ 2.264, o DF tem média de R$ 4.401, ou seja, 94,5% a mais do que a média nacional.
A unidade da Federação com o menor rendimento é o Maranhão: R$ 1.231. O DF tem rendimento médio mensal real domiciliar 3,6 vezes maior do que Maranhão.
As outras quatro unidades da Federação com maior rendimento são: São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732).
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