Dados divulgados pelo boletim Resenha Regional, em abril deste ano, revelam que o Acre continua entre os estados da Região Norte com maiores índices de desocupação e baixa renda média da população trabalhadora.
De acordo com o levantamento, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Acre apresentou taxa de desocupação de 6,4% no quarto trimestre de 2025, ficando acima da média observada em estados como Pará (5,8%), Tocantins (4,0%) e Rondônia (2,6%), que registrou o menor índice da região.
O estudo mostra ainda que o Acre possui renda média mensal estimada em R$ 3 mil, valor inferior ao registrado em Rondônia, que lidera o ranking regional com renda média de R$ 3,6 mil por trabalhador.
O levantamento destaca que, apesar do cenário desafiador em relação ao desemprego, o Acre apresentou saldo positivo na geração de empregos formais. Segundo dados do Novo Caged, o estado registrou saldo líquido de 276 vagas formais criadas em fevereiro de 2026.
Na Região Norte, o Pará liderou a geração de empregos, com 4.701 vagas criadas no período, seguido pelo Amazonas, com 2.060 postos de trabalho, e Rondônia, com 1.790 novas vagas.
O relatório também aponta que o mercado de trabalho formal da Região Norte registrou expansão de 0,43% em fevereiro, com a criação de 10,6 mil vagas de emprego. Os setores de serviços e construção civil foram os principais responsáveis pelo crescimento econômico regional.
Outro dado que chama atenção é a forte desigualdade entre os estados nortistas. Enquanto Rondônia apresenta baixos índices de desocupação e maior renda média, estados como Acre e Amapá ainda enfrentam dificuldades relacionadas à informalidade, desemprego e baixa remuneração.
Segundo os analistas do boletim econômico, a renda média real da Região Norte segue entre as menores do país, apesar de avanços registrados em comparação ao ano anterior.
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Saimo Martins




