Promotor liga uso de redes sociais ao ataque em escola e fala em “problema de saúde mental”

Foto: Jardy Lopes/ac24horas

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7), no edifício-sede do MPAC, em Rio Branco. O encontro reune representantes de órgãos estaduais e municipais para apresentar as medidas adotadas e os encaminhamentos em curso após o ataque a tiros ao Instituto São José, ocorrido na terça-feira (5).

O promotor de Justiça da Terceira Promotoria de Defesa da Criança e do Adolescente, Iverson Bueno, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente do Estado do Acre, falou algumas das frentes de atuação do MPAC. Segundo ele, procedimentos foram abertos imediatamente após o crime, com foco no acompanhamento psicológico dos alunos do Instituto São José, em especial aqueles com relação direta com o adolescente autor do ataque. “Iremos estar trabalhando diretamente com esses alunos para entender quais são os aspectos que eles precisam nesse momento de apoio psicológico, de toda a escola, inclusive das famílias das vítimas, principalmente”, afirmou.

Foto: Jardy Lopes/ac24horas

O promotor também alertou para a divulgação de imagens do adolescente infrator e dos alunos da escola nas redes sociais. Ele informou que o MPAC encaminhará recomendação à imprensa e às plataformas digitais como YouTube, Instagram, Facebook, Twitter e TikTok, para a retirada dos conteúdos considerados violadores em até 48 horas, com base no ECA Digital. “Nós estamos em contato com essas plataformas e iremos encaminhar essa solicitação de retirada”, disse.

Iverson também destacou o papel do uso indiscriminado do celular por crianças e adolescentes como um problema de saúde mental. “O celular na mão de uma criança e de um adolescente, infelizmente hoje está sendo uma potencialidade danosa e que está causando nessa nova geração graves problemas psicológicos e mentais. Esse é um problema de saúde mental mundial, não só do Acre”, declarou. Ele ressaltou que crianças e adolescentes não têm capacidade mental formada para processar todo o tipo de conteúdo ao qual são expostos nas redes sociais.​​​​​​​​​​​​​​​​

Rebeca Martins

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