Ed Motta se envolveu em uma polêmica no último sábado (2), ao ir em um restaurante no Rio de Janeiro. Câmeras mostraram o cantor arremessando uma cadeira, além do início de uma confusão. Os donos do estabelecimento se pronunciaram.
O cantor Ed Motta se envolveu em uma polêmica no último sábado (2), ao ir ao restaurante Grado, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. Imagens do circuito interno do estabelecimento mostraram o artista jogando uma cadeira, além do princípio de uma confusão envolvendo clientes e funcionários. Já nesta quarta-feira (6), os donos lamentaram o episódio à coluna de Luciana Fróes, do jornal O Globo.
Um vídeo divulgado pelo g1 mostra o início de uma briga no restaurante, com funcionários tentando apaziguar a situação. Outro trecho registra Motta arremessando uma cadeira.
Veja:
Flagrante – Vídeos do circuito interno do restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, mostram um princípio de confusão envolvendo clientes e funcionários e o momento em que o cantor Ed Motta joga uma cadeira dentro do estabelecimento no último sábado (2).
Um dos… pic.twitter.com/DFlpyJHlOU
— g1 (@g1) May 7, 2026
O caso é investigado pela Polícia Civil, já que um dos presentes no estabelecimento afirmou que foi atingido de raspão por uma garrafa de aproximadamente 1 litro e meio, e ficou ferido.
A polícia também analisa as imagens do circuito interno de câmeras e vai ouvir depoimentos. Segundo os investigadores, a confusão começou após um desentendimento sobre a taxa de rolha do restaurante. A taxa trata-se de um valor que um estabelecimento cobra quando o cliente leva o próprio vinho para tomar com a refeição que ele oferece.
Na ocasião, o cantor estava acompanhado pelo ‘restaurateur’ Diogo Coutinho do Couto (proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta) e mais três pessoas. Segundo os donos do estabelecimento, os clientes protagonizaram “episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local”.
Nello Garaventa e Lara Atamian também citaram as agressões verbais proferidas por Motta e seus companheiros. “Após a negativa de concessão de cortesia da taxa de rolha, integrantes do grupo passaram a dirigir provocações constrangedoras à nossa equipe. As agressões incluíram xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada. Funcionários foram publicamente expostos ao ridículo, sem possibilidade de resposta”, lamentaram.
Foi então que, conforme os donos, o músico arremessou a cadeira, atingindo um dos funcionários. “Na sequência, uma cadeira foi arremessada contra um garçom que se encontrava de costas. Um esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos, fazendo com que a situação escalasse e as agressões passassem a atingir também esses clientes. Um deles, que estava sentado, recebeu um soco e, ao se dirigir à saída, teve uma garrafa de vinho, tamanho magnum, intencionalmente arremessada contra sua cabeça, causando sangramento imediato”, descreveram.
Nello e Lara informaram que os funcionários tentaram controlar a situação, mas Ed e seu grupo foi embora antes mesmo da chegada da polícia. “A postura firme e profissional de nossa equipe, que tentou conter as agressões utilizando o próprio corpo como escudo, foi fundamental para evitar consequências ainda mais graves”, explicaram.
“Os agressores deixaram o estabelecimento antes da chegada da polícia, acompanhados por um indivíduo associado ao Sr. Diogo Coutinho do Couto, que dirigiu ameaças aos presentes e insinuou estar armado. Os episódios causaram danos físicos, emocionais e materiais relevantes. Vidas foram colocadas em risco e, por consequência, a própria continuidade do restaurante”, destacaram.
Eles também contaram como estão se recuperando dos danos causados. “Ainda estamos nos recuperando dos acontecimentos e buscando minimizar seus impactos negativos. Refletimos profundamente antes de tornar os fatos públicos, mas entendemos que o constrangimento e os danos decorrentes desses episódios não nos pertencem, e sim aos agressores. Decidimos não adotar o silêncio por receio reputacional. Nossa obrigação é proteger nossa casa, nossa equipe e nossos clientes, a quem devemos todo o sucesso de um restaurante construído com muito trabalho ao longo de quase uma década”, reconheceram.
Por fim, Nello e Lara apontaram as medidas que já estão sendo tomadas. “Estamos prestando integral suporte jurídico e assistencial aos funcionários afetados, buscando a responsabilização dos envolvidos e a reparação dos danos causados. Permanecemos à disposição das autoridades competentes e das demais partes envolvidas para colaborar integralmente com os esclarecimentos necessário”, concluíram os donos.
Também ao jornal, através de uma conversa por telefone, Ed Motta havia admitido o erro, mas narrou uma versão diferente do ocorrido. “Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, argumentou o artista.
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Thamyris Couto




