A candidatura de Michelle Bachelet para a chefia das Nações Unidas (ONU) também deve ser tema do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, previsto para esta semana. Lula embarca para os Estados Unidos e se reúne com o líder norte-americano na próxima quinta-feira (7/5).
Tratar o tema com o presidente dos EUA é visto como um passo importante no processo de articulação para a indicação de Bachelet.
O país, assim como os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança (China, França, Reino Unido e Rússia), pode usar o poder de veto para barrar que uma candidatura siga adiante no processo de eleição ao secretariado-geral da ONU.
A indicação de Michelle Bachelet é costurada pelo Brasil em parceria com o México. O nome da ex-presidente chilena, inicialmente, fazia parte de uma parceria que também envolvia o Chile.
O trio defendia a necessidade de uma mulher assumir o cargo que, desde a origem das Nações Unidas, é ocupado por um homem.
Após a mudança de governo no Chile, contudo, o entendimento sobre o apoio a Bachelet foi alterado. Assim que assumiu o Palácio de La Moneda, Jose Antonio Kast retirou o apoio do Chile à candidata apoiada por Lula. Bachelet é ex-presidente do Chile e considerada próxima do petista.
Além de Bachelet, três nomes disputam o secretariado-geral da Nações Unidas. São eles:
- Rafael Mariano Grossi — diplomata argentino e diretor da Agência de Energia Atômica;
- Macky Sall — presidente de Senegal; e
- Rebeca Grynspan — economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.
Próximo secretário-geral da ONU
O processo para mudança no secretariado-geral da ONU está em andamento, e a organização deve chegar a uma decisão nos próximos meses.
O cargo fica livre ao fim de dezembro, quando o diplomata português Antonio Guterres encerra o mandato como secretário-geral, cargo que ocupa desde 2017.
O processo de escolha do próximo secretário-geral depende da articulação entre países. A decisão parte da Assembleia Geral, que é composta pelos 193 membros da ONU — ou seja, assume aquele que tiver mais apoio entre os países.
Para essa decisão, contudo, é preciso que o candidato seja recomendado pelo Conselho de Segurança, conforme prevê a Carta da ONU.
Isso quer dizer que, antes de passar pelo crivo da Assembleia Geral, é necessário que o candidato tenha o aval daqueles que formam o Conselho de Segurança, órgão composto por 15 membros, sendo 10 rotativos e cinco permanentes.




