O vereador Márcio Mustafá (PSDB) denunciou nesta terça-feira, 07, a paralisação de um projeto habitacional em Rio Branco e apontou entraves administrativos como responsáveis pelo atraso nas obras, que beneficiariam famílias de baixa renda na região do Irineu Serra. O projeto é realizado pelo Governo do Acre, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
Segundo o parlamentar, a denúncia chegou à Câmara de Rio Branco (CMRB) envolvendo a atuação do ex-secretário da Sehurb do Governo do Acre, Egleuson Santiago. “Na realidade, chegou aqui uma denúncia na Câmara Municipal, que o ex-secretário Egleuson da Sehurb, na realidade, o primeiro projeto é o projeto João Donato, que está parado, as empresas estão paradas”, afirmou.
Mustafá explicou que o impasse gira em torno da classificação da área onde o projeto será executado. “Na realidade, a Sehurb, o Imac, ele é o responsável em dizer se realmente existe uma área de APP ou não existe área de APP. O Imac já deu parecer técnico, dizendo que não existe área de APP”, destacou.
Apesar disso, o vereador afirma que empresas envolvidas na obra foram penalizadas, o que teria impactado diretamente a economia local. “Então o seu Egleuson já sancionou cinco empresas, essas empresas geram oportunidade. Quando a empresa não recebe, o comércio não recebe, o pai de família não recebe, o tiozinho do povo não recebe, o tiozinho que vende picolé não recebe, então ele está engessando, engessando o financeiro, engessando o dinheiro circular na cidade”, disse.
O parlamentar também criticou a permanência de influência do ex-gestor na pasta, que foi exonerado do cargo de secretário, mas nomeado posteriormente a um cargo técnico.“Pasme que agora ele saiu, ele não é mais secretário da Sehurb e ele indicou a Samilca, que agora é a atual secretária, e ele agora é uma CAS 8 dentro da secretaria. Na realidade, ele está dando as cartas ainda dentro da secretaria”, declarou.
Diante do cenário, Mustafá afirmou que a Câmara deve formalizar um pedido ao governo do Estado. “Então nós vamos fazer aqui, a Câmara Municipal, através da minha pessoa, nós vamos fazer, e através dos outros vereadores, uma carta para a governadora Mailza Assis, que ela entenda que o Egleuson está colocando o pé no pescoço dos pais de família”, pontuou.
O vereador destacou ainda os impactos sociais da paralisação. “E o povo está com fome, o povo precisa receber, os empresários precisam receber, os pais de família precisam receber. São aí mais ou menos 8 mil pais de famílias com fome por causa do senhor Egleuson”, afirmou.
Sobre os prejuízos financeiros, ele estimou perdas mensais. “Na realidade quase 10 milhões de reais por mês. Mais de 700 pais de família estão parados por causa das obras, fora as empresas que foram sancionadas, não podem contratar”, disse.
Ao final, Mustafá cobrou a retomada imediata do projeto habitacional. “Então, na realidade, Egleuson, tira o pé do pescoço do povo, tira o pé do pescoço do empresário”, concluiu.
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Lucas Vitor




